segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Andaimes





Aos poucos, a construção civil em Portugal tem vindo a recuperar, quem está fora do mundo da Segurança no Trabalho não se apercebe mas é certo que cada vez mais há procura de Técnicos de Segurança e Higiene no Trabalho para supervisão de  obras.

Infelizmente, existe um lado negro na construção civil: os acidentes de trabalho. A construção civil é o ramo que regista um maior número de acidentes de trabalho e os mais graves, assim é necessária uma constante formação dos trabalhadores, empreiteiros e outros sobre os riscos que existem na construção e como os evitar.

Os andaimes são estruturas essenciais em qualquer construção mas também é frequentemente a causa imediata de uma elevada percentagem dos acidentes que ocorrem neste setor.

Os andaimes são «construções provisórias auxiliares, e o seu conjunto é constituído por plataformas horizontais elevadas, suportadas por estruturas de secção reduzida, que se destinam a apoiar a execução de trabalhos de construção, manutenção reparação ou demolição de estruturas, tanto em altura como em profundidades.» Manual de Segurança - Construção, Conservação e Restauro de Edifícios, Abel Pinto, Edições Sílabo.

Os riscos devidos à sua utilização leva a que seja necessário planificar a sua montagem para que estes seja feita a sua montagem adequadamente para evitar acidentes, assim, é necessário formação especifica do pessoal encarregado da sua preparação, manutenção e desmontagem.

«As principais causas de acidentes de trabalho em andaimes são:

- Colapso da estrutura (derrubamento ou desmoronamento);
-Queda de pessoas em altura por rotura da plataforma ou por perda de equilíbrio de trabalhadores;
-Queda de materiais;
-Eletrização da estrutura (contacto com linhas aéreas).» Manual de Segurança - Construção, Conservação e Restauro de Edifícios, Abel Pinto, Edições Sílabo.


Os andaimes podem ser divididos em dois tipos quanto à sua função: Andaimes de construção e andaimes de conservação. Quanto à sua constituição: andaimes de madeira, andaimes metálicos ou andaimes mistos.

Para evitar acidentes é preciso prevenir e esta prevenção começa no planeamento, assim é preciso pensar nalguns aspetos, nomeadamente:
- Considerar em que trabalhos é necessário utilizar andaimes;
- Definir o tipo de andaime mais adequado ao trabalho a realizar;
- Definir um plano de montagem/desmontagem;
- Selecionar trabalhadores com formação na construção dos andaimes.


Diariamente os andaimes devem ser inspeccionados por pessoa competente para verificar que não existe qualquer problema nos mesmos de modo a evitar um acidente de trabalho.



domingo, 13 de setembro de 2015

Conhecimento não ocupa lugar 1#


Como o titulo indica, o conhecimento não ocupa lugar e assim, a partir de hoje, vou dar a conhecer os seminários/congressos/encontros (que eu tenha conhecimento) que ocorrem no país e fora do país, sobre as diversas áreas da Saúde Ambiental.

Para já, falo do "Vertentes e Desafios de Segurança 2015" que decorre de 29 a 31 de Outubro na bonita cidade de Leiria.




Este evento terá lugar na última semana de Outubro e abordará assuntos relacionados com a Campanha Europeia da Agência Europeia de Segurança e Saúde no Trabalho para 2014-2015, subordinada ao tema "Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho"

Quanto ao programa, pelo que vi é bastante interessante e aborda temas importantes da Segurança no Trabalho e os mini-cursos que vão decorrer são também muito apelativos. Eu escolhi dois mini-cursos: "Ruído-Medições e Cálculo de Incertezas" e "Manobra de Empilhadores - Técnica e Comportamento" mas há muitos mais, quer dizer, alguns já não têm vagas...

Para saberem mais sobre o Programa, aqui




Sistemas de Gestão Ambiental

 Como prometido, segue mais uma publicação.

O tema que hoje vou abordar é sobre os Sistemas de Gestão Ambiental.  Falo deste tema pois é atual e cada vez mais as empresas apostam na sua implementação visto que a sua implementação traz benefícios ao nível do bom funcionamento de uma empresa, nomeadamente a melhoria da eficiência dos processos e, consequentemente, redução de consumos (matérias-primas, água, energia).
Para quem não está dentro do tema e quer saber o que é um Sistema: Um Sistema de Gestão Ambiental «é entendido como um subsistema do sistema global de gestão da organização, devendo interagir e ser compatível com os demais subsistemas e é utilizado para estabelecer uma política, objetivos e metas, e para atingir esses objectivos e metas que inclui a estrutura organizacional, as atividades de planeamento, as responsabilidades, as práticas, os procedimentos, os processos e os recursos para desenvolver, executar, prosseguir, rever e manter a política ambiental da organizaçãoSistemas de Gestão Ambiental - Guia para a sua implementação, Abel Pinto - Edições Sílabo, Lda.

Ok, já percebemos o que é um Sistema de Gestão Ambiental mas porque razão devemos implementar um Sistema na empresa? Quais as vantagens?

Está é a principal pergunta que um responsável por uma empresa, organização deve fazer quando pensa em tomar medidas para a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental, não pode ser apenas implementar... é preciso tomar uma atitude e fazer, fazer correctamente a sua implementação.
Entre as diversas vantagens, destaco algumas:
- Melhoria dos indicadores de desempenho ambiental;
- Redução dos consumos de energia, água e matérias-primas;
- Melhor acesso aos seguros;
- Acesso facilitado a empréstimos bancários;
- Redução de custos e aumento das receitas;
- Melhor relação com os clientes;
- Contribuição para um futuro melhor, para um desenvolvimento sustentável.

Desvantagens existem sempre mas considero que as desvantagens são apenas iniciais pois com o passar do tempo e com uma correta implementação, as desvantagens desaparecerão mas como o meu objetivo é informar-vos de todos os aspectos, considero que as principais desvantagens são os custos iniciais, nomeadamente:
- Necessidade de afetação de recursos humanos e materiais;
- Tempo despendido pelo envolvimento dos administradores;
- Investimento em tecnologia e formação dos trabalhadores.

Resumidamente, o processo de implementação de um Sistema de Gestão Ambiental pode ser dividido em 10 etapas:

1) Levantamento da situação inicial;
2) Sensibilização da direção;
3) Definição da Política Ambiental;
4) Definição da Equipa de Projecto;
5) Formação da equipa de projecto em sistemas de gestão ambiental;
6) Definição do projeto de implementação;
7) Planeamento;
8) Implementação e funcionamento;
9) Verificação e ações corretivas;
10) Certificação.

A ultima etapa é a que qualquer empresa quer, a certificação. E porquê? Porque demonstra que implementou correctamente o seu SGA, que o mesmo deu resultados e a Certificação serve para demonstrar que a empresa se preocupa e tem como objetivos melhorar e servir corretamente o seu publico alvo. «As vantagens da certificação são a evidência inequívoca junto dos colaboradores, dos clientes, do estado e de outras partes interessadas dos esforços desenvolvidos pela organização em matéria ambiental.» Sistemas de Gestão Ambiental - Guia para a sua implementação, Abel Pinto - Edições Sílabo, Lda.

 Para mais informações sobre os Sistemas de Gestão Ambiental, seguem alguns links que podem consultar para saberem mais sobre o tema:

- Associação Portuguesa do Ambiente (APA);
Agência para a Competitividade e Inovação;
- Certif - Associação para a Certificação;

Sugestão de leitura, aconselho um livro que é simples de ler e bastante perceptível:
Sistemas de Gestão Ambiental - Guia para a sua implementação, Abel Pinto - Edições Sílabo, Lda.

Mais tarde, vou abordar a ISO 4001 que serve para uma melhor implementação de um Sistema de Gestão Ambiental.

RFMA

O Regresso

Olá,
após um ano de ausência, estou de regresso.
Os motivos da ausência foram muitos, entre os quais, excesso de trabalho, diversas atividades que ocupavam muito tempo do meu dia-a-dia mas, sem desculpas, vou tentar vir cá mais vezes e dar a conhecer um pouco mais o mundo que rodeia a Saúde Ambiental.

Até há próxima publicação!

RFMA

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Separe alimentos crus de alimentos cozinhados


Olá seguidores,
esta semana tem sido dedicada à temática da alimentação e vou falar desta vez, sobre a importância de separar alimentos crus de alimentos cozinhados.

Sabe o que é a Contaminação cruzada? é o termo utilizado para descrever a transferência de microrganismos de um alimento cru para um alimento cozinhado.

E como deve evitar?

  • Separe carne e peixe crus de outros alimentos - alimentos crus, especialmente a carne, peixe e os seus exsudados, podem conter microrganismos perigosos que podem ser transferidos para outros alimentos, durante a sua preparação ou armazenagem,;
  • Utilize diferentes equipamentos e utensílios, como facas ou tábuas de corte, para alimentos crus e alimentos cozinhados;
  • Guarde os alimentos em embalagens ou recipientes fechados, para que não haja contacto entre alimentos crus e alimentos cozinhados;
  • Lave sempre os pratos utilizados na preparação dos alimentos crus. Utilize pratos limpos para os alimentos cozinhados.

A contaminação cruzada é a maior causa de intoxicações alimentares, por isto é importante reconhecer o perigo que advém do cruzamento de alimentos, para que a saúde do consumidor não seja posta em causa.






Fontes:
TSA

Como descongelar corretamente

Olá seguidores,

o tema que vou falar nesta publicação é sobre a forma correta de descongelar produtos alimentares. Na maioria das vezes, não efectuamos a descongelação dos produtos de forma correta, nesta publicação vou dar a conhecer como descongelar correctamente.

A descongelação de géneros alimentícios deve  ser efectuada de forma a minimizar o risco de desenvolvimento de microrganismos patogénicos ou a formação de toxinas nos alimentos.
Durante a descongelação, os alimentos devem ser submetidos a temperaturas das quais não resulte um risco para a saúde.
Os líquidos de escorrimento resultantes da descongelação devem ser adequadamente drenados caso apresentem risco para a saúde.

- Como descongelar?
  • Os alimentos devem ser descongelados de acordo com um dos seguintes 3 métodos:
    • Câmara de refrigeração: usar a prateleira mais baixa do frigorífico para descongelar, de modo a evitar contaminações cruzadas. Deve ser evitado o contacto do alimento com o líquido de escorrimento;
    • No micro-ondas, se for para cozinhar de imediato;
    • Sob água corrente fria, quando necessário, para serviço imediato.

Depois da descongelação, os alimentos devem ser manuseados de forma a minimizar o risco de desenvolvimento de microrganismos.











TSA

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Como organizar um frigorifico

Olá seguidores,
estamos no verão, a época mais quente do ano. Nesta época queremos consumir alimentos frescos, refrigerantes fresco, água fresca, fruta fresca... no verão tudo vai para o frigorífico, quando mais alimentos tivermos no frio, melhor. Mas será que estamos a colocar os alimentos no sitio correto? Será que estamos a cumprir a ordem de refrigeração?

O armazenamento refrigerado é uma das formas mais importantes para manter a qualidade dos alimentos. O frio ajuda a conservar os alimentos frescos e a retardar o aparecimento e desenvolvimento da maioria dos microrganismos vivos. A temperatura não é igual em todo o frigorífico, por isso deve tirar partido das diferentes temperaturas existentes e assim, assegurar um armazenamento optimizado dos seus produtos alimentares.


  • O ponto mais frio do frigorífico é na prateleira do fundo, logo acima das gavetas de legumes - Aqui deve colocar: carne / peixe e marisco fresco;
  • Nas prateleiras do meio (4 a 5º C) e nas de cima (8ºC) - Coloque os ovos, leite e derivados, restos de refeições, bolos e os produtos que mencionam na embalagem "refrigerar depois de aberto";
  • As gavetas inferiores (até 10ºC) - Concebidas para manter os legumes e frutas que podem ficar danificadas com temperaturas inferiores;
  • Os compartimentos ou prateleiras das portas - são o local menos refrigerado do frigorífico (10 a 15ºC) - Coloque os produtos que exigem apenas um ligeiro arrefecimento, incluindo as bebidas, mostarda ou a manteiga.

Não aconselhável colocar demasiados alimentos no frigorífico.
Quando cheio, até ao ponto de não existir mais espaço entre os diferentes alimentos, o ar não consegue circular e a distribuição de temperatura ficará afectada.





TSA

Férias com Segurança e Saúde

Olá seguidores,
estamos no verão, a estação do ano que praticamente todos nós gostamos. 

Está sol, está calor, o céu esta azul, a praia esta apetitosa, andamos mais descontraídos e mais felizes.
É no verão que a maioria dos portugueses tem férias e neste período de descanso, para além de querermos ter tranquilidade, queremos umas férias em segurança e com saúde, mas é necessário conhecermos algumas medidas para que as férias corram na perfeição.

A escolha de lugares com condições climáticas diferentes em que a alimentação e os costumes são muito diversos daqueles a que estamos habituados, a mobilidade rodoviária, a ocorrência de grandes eventos como os festivais de música, a eventual propagação de doenças transmissíveis são, entre outros, alguns dos aspetos que implicam a necessidade de maiores cuidados com a saúde. 
Em período de férias, zelar pela saúde e segurança da nossa família, requer especial atenção. Tendo em conta que mais vale prevenir do que remediar, a preocupação com a saúde e a segurança deverá estar sempre presente na organização dos programas e das atividades de férias.

Nas férias:

  • Frequente praias vigiadas e respeite os sinais das bandeiras e as instruções dos Nadadores Salvadores;
  • Assegure-se de que as crianças são permanentemente vigiadas por um adulto;
  • Sempre que mergulhar, verifique antes a profundidade do local

Nas praias, piscinas, albufeiras, rios e recintos de diversão aquática, todos os anos morrem crianças e jovens por afogamento e muitas sofrem traumatismos cranianos e vertebro-medulares em consequência de mergulhos em locais inadequados. A maior parte dos acidentes relaciona-se habitualmente com má avaliação dos riscos, nomeadamente:

  • Estado do mar (correntes, ventos, rebentação);
  • Profundidade dos locais de mergulho;
  • Sobrevalorização das capacidades do nadador;
  • Realização de desportos aquáticos sem a devida proteção;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Consumo de drogas ilícitas;
  • Doenças debilitantes ou que contra-indiquem o banho de mar, piscina ou mergulhos;
  • Doença súbita
Durante o período de férias é habitual surgir a "diarreia do viajante".Esta é uma das principais causas de doença nas férias. a melhor forma de prevenir é ter cuidado com a higiene e com a ingestão de água e alimentos, devendo selecionar sempre os alimentos com menor risco de contaminação. Nem sempre se pode comer quando, onde e o que se quer.
Nas férias deve:
  • Evitar beber água da rede pública se a qualidade da mesma não for garantida;
  • Beber mais água do que habitualmente;
  • Reforçar os cuidados de higiene na preparação dos alimentos, em especial de saladas, peixe e mariscos crus;
  • Nos restaurantes, evitar consumir alimentos crus, com cremes ou maionese;
  • Reforçar as medidas de higiene pessoal.

Todos gostamos do sol, do bronze mas temos ter sempre em atenção que a exposição direta ao sol e a radiações ultravioletas tem consequências para a saúde, como tal, antes de viajar ou ir de férias:
  • Informe-se sobre as condições climáticas habituais e extremas que podem ocorrer na área geográfica para onde se desloca, na época do ano em que irá lá permanecer, nomeadamente, temperatura máxima, temperatura mínima e níveis de radiação ultravioleta;
  • Previna-se com roupa e acessórios adequados, não esquecendo chapéu de abas largas, óculos de sol com protecção UVA e UVB e protetor solar com fator de proteção igual ou superior a 30;
  • Caso sofra de doença crónica ou esteja a fazer dieta com pouco sal ou restrição de líquidos, deve aconselhar-se com o seu médico.
A maioria das pessoas que tira férias em Portugal, desloca-se de carro. O comportamento do condutor influencia largamente os resultados da viagem, como tal, para chegar ao seu destino com a maior segurança e saúde deve:
  • Conduzir sempre dentro dos limites de velocidade e dar prioridade aos peões;
  • Usar sempre cinto de segurança e sinalizar previamente as manobras;
  • Viajar com bebés e crianças sempre nas cadeirinhas;
  • Não utilizar o telemóvel quando estiver a conduzir;
  • Usar sempre o capacete se andar de moto e de bicicleta.
As férias e o verão, são o período do ano que mais gostamos, mas para que tudo corra bem, devemos ter em atenção a determinados aspetos, tais como os referidos anteriormente. Se quer umas férias tranquilas em segurança e saúde, seja responsável e faça sempre um planeamento da sua viagem e nunca se esqueça, para que tudo corra bem é preciso atenção, connosco e com os outros.

Para mais informações de férias seguras, consulte o link: Férias e viagens mais seguras.


Fonte:






quarta-feira, 23 de julho de 2014

Amianto

Olá seguidores, estou de regresso!

  Após algum tempo de ausência, o tema que vos trago Hoje é um tema muito atual, que tem dado muito que falar, que tema é este? Amianto!
  Nesta publicação vou falar um pouco do amianto, o que é, quais os tipos e os riscos. 

Até à um tempo atrás, o Amianto era muito utilizado na construção civil mas estudo recentes vieram comprovar o perigo do Amianto para a saúde da população e como tal, todas as casas que possuam Amianto devem proceder à sua retirado, pois este é um perigo! O Amianto ou asbestos é a designação comum para uma variedade fibrosa de 6 silicatos minerais naturais (ferro e magnésio): actinolite, crisótilo, crocidolite, antofilite, amosite e tremolite.


Em Portugal, entre 2007 e 2012, morreram 218 pessoas vítimas de mesotelioma, um cancro provocado pela exposição ao amianto, 40 das quais só em 2012. O amianto tornou-se uma ameaça à saúde pública, pelo que a sua remoção deve seguir regras de segurança apertadas.



Quando é que existe risco? Quando as fibras se libertam ocorrendo o perigo da sua inalação. Se as fibras de amianto estiverem apenas fracamente ligadas no produto ou material, o risco de libertação de fibras é maior devido à friabilidade ou ao estado de conservação desse produto/material. Se, pelo contrário, as fibras estiverem fortemente ligadas num material não friável, a probabilidade de essas fibras se libertarem será menor, sendo consequentemente menor o risco de exposição.
As vias de exposição ao Amianto são a inalação, a ingestão e ainda por via cutânea, sendo a primeira, a principal responsável pelos danos causados à saúde.
 E quais os riscos da exposição a fibras de Amianto? Todas as variedades de Amianto foram classificadas como agentes cancerígenos para o ser humano (grupo 1) pela IARC (International Agency for Research on Cancer), sendo que os tipos de cancro mais comuns nos indivíduos expostos são o mesotelioma (cancro da pleura) e o cancro do pulmão. Relativamente ao cancro gastrointestinal não há ainda comprovação científica da sua relação com a exposição ao amianto. 







Materiais de construção susceptíveis de conter amianto:

Devido ao seu baixo custo e às suas propriedades, tais como de resistência mecânica, de isolamento térmico, elétrico, acústico e de proteção contra o fogo, o amianto teve diversas aplicações.
Na indústria da construção civil, o amianto foi utilizado nos seguintes elementos e materiais de construção:
Em termos de utilizações em casas de habitação, o amianto friável raramente foi usado, sendo no entanto possível ser encontrado em:

  • Pavimentos;
  • Placas de teto falso;
  • Produtos e materiais de revestimento e enchimento;
  • Portas corta-fogo;
  • Portas de courettes;
  • Paredes divisórias pré-fabricadas;
  • Elementos pré-fabricados constituídos por fibrocimento;
  • Tijolos refratários;
  • Telhas;
  • Pintura texturizada;
  • Caldeiras (revestimentos e apoios);
  • Impermeabilização de coberturas e caleiras.
  • Isolamento de tubagens de água quente;
  • Isolamento de antigos aquecedores domésticos;
  • Isolamento de fogões;


  • Materiais de isolamento de tetos.





Gestão de materiais/resíduos com amianto:

A remoção, acondicionamento e eliminação dos resíduos que contêm amianto devem ser alvo de procedimentos adequados face à avaliação de risco previamente efetuada, pois poderão constituir fontes de exposição ocupacional e ambiental, caso não sejam observadas as medidas regulamentares adequadas.
Na remoção de materiais contendo amianto deve ser cumprido o Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de julho, relativo à proteção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho. É ainda obrigatória a notificação à Autoridade para as Condições de Trabalho das atividades no exercício das quais o trabalhador está, ou pode estar, sujeito a exposição a poeiras ou partículas de amianto ou de materiais que contenham amianto.
Os trabalhos de remoção devem ser acompanhados de recolha de amostras de ar para avaliação da contaminação do ar por fibras respiráveis para controlo/garantia da sua adequada execução. No final dos trabalhos deverá ser efetuada nova avaliação para garantir a conformidade com o valor de concentração de 0,01fibra/cm3 preconizado pela Organização Mundial de Saúde como indicador de área limpa.
Quanto à gestão de resíduos de construção e demolição (RCD), deve cumprir-se o disposto no Decreto-Lei nº 46/2008, de 12 de março, que preconiza, entre outros aspetos, a publicação de normas para a correta remoção dos materiais contendo amianto e para o acondicionamento, transporte e gestão dos respetivos RCD gerados, através de Portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, da saúde e do trabalho.
Portaria nº 40/2014, de 17 de fevereiro, estabelece as normas para a correta remoção dos materiais contendo amianto e para o acondicionamento, transporte e gestão dos respetivos resíduos de construção e demolição gerados, tendo em vista a proteção do ambiente e da saúde humana.
 No que se reporta à fiscalização do cumprimento do disposto no Decreto-Lei nº 46/2008, que estabelece o regime das operações de gestão de resíduos resultantes de obras ou demolições de edifícios ou de derrocadas, designados por resíduos de construção e demolição (RCD), esta é remetida para a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, bem como para os municípios e para as autoridades policiais.





Fontes:

domingo, 8 de junho de 2014

FIM




  Olá seguidores,
é com muita alegria que chego ao fim desta etapa que se iniciou à 4 anos atrás, etapa esta que foi a Licenciatura em Saúde Ambiental. Já se passaram quatro anos e até Hoje nunca me arrependi de ter escolhido este Mundo, o Mundo da Saúde Ambiental. Há quatro anos atrás, entrei para um mundo que desconhecia de completo e não conhecia de todo a Licenciatura, mas Hoje, após 4 anos, digo que adorei esta Licenciatura e não me arrependo nada, nem de ter escolhido estudar em Beja. Beja é uma cidade que levo no coração e a ela agradeço estes magníficos 4 anos.
   Foram 4 anos de muitos sacrifícios, de muitas alegrias, muitas festas, muita aprendizagem mas também tive alguns dias em que duvidei de mim mesma, mas Hoje chego ao fim e com tudo concluído e por isso, os dias maus não contam, no fim, só as alegrias merecem ser lembradas.
   Neste último ano de licenciatura, dei a conhecer aqui neste espaço os meus dois estágios curriculares, o primeiro foi na Unidade de Saúde Pública de Olhão e o último no Hotel Tivoli Marina de Vilamoura. Foi um ano em que dei a conhecer dois mundos completamente diferentes, um foi a saúde pública o outro o setor privado. A Licenciatura de Saúde Ambiental foi criada inicialmente para a Saúde Pública mas com a crise atual, este setor não tem estado a abrir vagas para os licenciados de Saúde Ambiental e então, temos que nos virar para o outro lado, para o setor privado e da experiência que tive, digo com toda a certeza que adoro a saúde pública, a saúde pública é o meu mundo, a saúde pública é o mundos dos Técnicos, infelizmente, o meu estágio no setor privado deu para perceber que existem outros interesses superiores à saúde, tais como o dinheiro e então não tive as mesmas oportunidades de aprendizagem como tive no primeiro estágio, mas ainda assim, gostei dos dois estágios, pois deu para perceber o que realmente gosto e para ver que existem outras áreas para explorar na Saúde Ambiental.
   Quero agradecer a todas as pessoas que me apoiaram e me ajudaram ao longo desta etapa. Agradecer à minha família, principalmente aos meus pais, aos professores (sem estes, não era possível  realizar uma licenciatura e não era possível aprender, por isto, agradeço a todos aqueles que me ensinaram ao longo dos 4 anos), agradecer aos meus colegas de turma (que fantásticos que fomos ao longo destes 4 anos, fomos os melhores e os melhores continuaremos a ser e principalmente, continuaremos a ser amigos), aos meus amigos, aos meus tutores de estágios (dr.ª : Lola Monteiro, Rosário Jorge, Carmelo, Carmén e drº Carlos e por fim ao Nuno Correia) por tudo aquilo que me ensinaram e claro, agradecer a todos aqueles que me foram lendo ao longo deste ano.
   Quero terminar, referindo que não vou encerrar este espaço, vou continuar com ele mesmo depois de terminar a Licenciatura, pois a Saúde Ambiental é um Mundo e ainda há muito para aprender e para vos dar a conhecer e a próxima publicação que fazer vai ser já como Técnica de Saúde Ambiental.
 Vou ausentar-me apenas por uns dias, para que o blog  possa ser avaliado pelo professor responsável pelo estágio.
   Termino com um Obrigada a todos e um até breve!

  

Reflexão final

   


   Olá seguidores,
   após 3 meses de estágio no Tivoli Marina Vilamoura, chegou a hora do Adeus, sim, chegou ao fim o estágio... assim, chegou o momento de parar para pensar e fazer uma reflexão destes 3 meses que passei em Vilamoura e dar a conhecer a todos vós o que achei deste estágio.
   Iniciei o meu estágio no dia do meu aniversário, uma data importante para mim e considero que tive um bom dia, ia com entusiasmo por conhecer e aprender coisas novas e fui muito bem recebida por todos, desde o primeiro dia.
   Perguntam vocês, porque escolhi um Hotel para estagiar? Antes do estágio iniciar, fiz uma pesquisa sobre as empresas que existem no Algarve (queria esta região porque é onde vivo), após pesquisa, cheguei à conclusão de quais seriam as melhores para estagiar e enviei curriculum para algumas, o Tivoli Marina Hotel foi uma das empresas que me respondeu e aceitei estagiar neste Hotel pois é um Hotel de grandes dimensões, tem 4 restaurantes e dois bares, duas piscinas exteriores e uma interior, tem dezenas de trabalhadores, entre outras coisas. Após saber estes pormenores descritos anteriormente, pensei que este seria o sitio ideal para aprender mais e dar também a conhecer o papel e a importância do TSA, pois se há restaurantes, poderia desenvolver vários trabalhos na área da segurança alimentar; na piscina poderia trabalhar na parte da qualidade e controlo da água; com dezenas de trabalhadores poderia dar a conhecer a estes diversos temas dentro das diversas áreas da Saúde Ambiental e com estes motivos todos aceitei estagiar no Hotel e pensei que tinha tudo para ser um excelente estágio. Outro motivo pelo qual decidi estagiar no Hotel e principalmente em Vilamoura foi o facto de Vilamoura ser um dos principais pontos turísticos do Algarve, ou seja, todos os dias passam centenas de pessoas por Vilamoura, centenas de turistas e com o elevado numero de turistas é necessário garantir a saúde destes e assim , escolhi o hotel para perceber como é que o Hotel garante a segurança a nível de saúde aos turistas que ficam alojados no empreendimento.
   E perguntam vocês ... o que fizeste ao longo deste estágio? Quando iniciei o estágio, foi me dado a conhecer um plano de estágio, plano este que tinha vários objetivos e diversas atividades em diferentes áreas (conhecer o papel do TQAS / conhecer práticas de Segurança Alimentar aplicáveis à restauração coletiva e executar a obrigação legal de verificação dos equipamentos de medição associados à Segurança Alimentar / Conhecer e apoiar as atividades de Segurança e Saúde no Trabalho), como podem perceber, tinha várias atividades para desenvolver mas no fim após reflexão,posso dizer que não foi bem isto que se passou, ou seja, o trabalho que fiz essencialmente ao longo do estágio foi levantamento dos produtos quimicos existentes no hotel, depois fiz pesquisa das fichas de segurança de cada produto, elaborei as fichas de produto, imprimi, plastifiquei e afixei no local em que estão armazenados os diferentes produtos. Foi um trabalho que deu muito trabalho e que teve como objetivo informar os trabalhadores sobre os perigos que podem ocorrer quando manuseiam mal o produto e o que fazer caso ocorra um acidente, ou seja, fiz um trabalho de sensibilização junto dos trabalhadores e é este um dos principais papeis do TSA, sensibilizar, mas não queria ter estado dois meses só a fazer isto e foi o que acabei por fazer maioritariamente e as restantes atividades só fiz nas últimas semanas de estágio e foi essencialmente para cumprir o plano de estágio.
   Desde o inicio do estágio que referi  que a área que mais gostava de trabalhar era a segurança alimentar e passei esta informação ao meu orientador de estágio, mas apesar de ter estado algumas vezes a trabalhar nesta área, não considero que tenha sido muito tempo.
   Apesar de referir que gostava de ter feito mais e de ter aprendido muito mais, posso dizer que gostei destes 3 meses de estágio, gostei das pessoas com quem trabalhei e muito aprendi com elas, principalmente a nível pessoal, fui muito bem recebida por todas as pessoas e tive a oportunidade de estar num dos principais pontos turisticos do Algarve e num dos melhores Hoteis do Algarve.
   Para terminar, quero deixar aqui um agradecimento a todas as pessoas que me ajudaram e me apoiaram nos meus "dias não" (elas sabem quem são) e quero agradecer ao Tivoli por me ter dado esta oportunidade de estagiar num dos seus hotéis e por fim, agradecer ao meu orientador de estágio por me ter recebido.

  Termino a minha ultima publicação sobre o meu ultimo estágio desta minha etapa que é a Licenciatura em Saúde Ambiental com um Obrigada a todos aqueles que me leram ao longo do tempo.
   
   Até à próxima!

sábado, 7 de junho de 2014

O Papel do TSA e o HACCP

   



   Olá seguidores,
   esta é a última publicação sobre a temática HACCP e como prometido, a ultima publicação é sobre o Papel do TSA na implementação do HACCP.
   Antes de mais, referir que o TSA é um profissional que ao longo da sua licenciatura adquire conhecimentos em diversas áreas, tem sempre uma palavra a dizer e uma das principais áreas em que interfere é na Segurança Alimentar, nesta área,  o TSA aprende como garantir a segurança de um alimento e consequentemente , garantir a segurança/saúde do consumidor. Nesta área, o HACCP é o principal sistema que garante a segurança do consumidor e o TSA tem conhecimento suficientes para saber como implementar o sistema corretamente e isto reflete-se atualmente no recrutamento de TSA para trabalhar, pois as empresas de Segurança e Higiene no Trabalho, estão a contratar essencialmente estes profissionais de saúde, que tudo fazem para que a segurança do consumidor não seja posta em causa.
   Antes de implementar o HACCP o Técnico vai ao local onde este vai ser implementado, com o intuito de explorar bem o local (cada local é um local ...todos os locais são diferentes) e só depois começa a implementar o HACCP, mas antes, o TSA tem em atenção a diversas pontos, tais como as estruturas e equipamentos que envolvem o local onde vai ser implementado o sistema; visualizar se esta a ser implementado um plano de higienização, se não está, informar que é necessário implementar; se existe controlo de pragas. pois as pragas são um dos fatores que colocam em perigo a segurança alimentar; se existe abastecimento de água e se esta é da rede pública, se existe separação de resíduos, etc, e só depois de ter em conta estes aspectos é que é implementado o HACCP, seguindo os 7 princípios, que já abordei em publicação anterior aqui.
   Escolhi falar deste tema no blog, porque é um tema que gosto muito e ao longo do meu estágio tive a oportunidade de ver como funciona a implementação do HACCP num Hotel de grandes dimensões e passei por todas as áreas relacionadas com o tema, desde a recepção de mercadorias, armazenamento, confecção e venda ao público. Por duas vezes, realizei a check-list HACCP mensal do Hotel que é efetuada internamente pelos funcionários.Esta check-list tem o objetivo de avaliar se os níveis de segurança alimentar estão a ser cumpridos.
   Ao longo de várias publicações, dei a conhecer  o que é e para que serve o HACCP, com o objetivo de informar e sensibilizar os meus leitores sobre a importância deste sistema.
   Para lerem todas as publicações por ordem, sigam os links:

   Quando escolhi estagiar no Hotel, escolhi porque pensei que iria trabalhar muito na área que mais gosto, Segurança Alimentar, apesar de ter passado por todas as áreas em que esta implementado o HACCP, não trabalhei tanto nesta área como gostaria, passei pouco tempo pelas diferentes áreas e como tal, sinto que não consegui transmitir bem a importância de ter num local com estas dimensões um TSA, sei que não foi culpa minha, mas um dos principais objetivos ao longo da vida profissional do Técnico é sensibilizar, informar os cidadãos sobre os perigos que advêm de uma má pratica, neste caso, alimentar e apesar de não ter presenciado nenhuma má pratica alimentar, gostaria de ter tido mais tempo nas diferentes áreas, pois só assim se consegue chegar às pessoas indicadas e desenvolver um trabalho.

Fontes:

   Até à próxima!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Armazenamento de géneros alimenticios

   


   Olá seguidores,
o tema que vos trago hoje é sobre o armazenamento de géneros alimentícios, isto porque após a recepção dos géneros, este é o processo que se segue e é um dos pontos mais importantes para garantir a segurança de uma refeição, se o armazenamento falha, vai refletir-se na segurança alimentar e por sua vez na saúde do consumidor, como tal, considero importante dar a conhecer as praticas de armazenamento dos géneros alimentícios.
   A armazenagem de alimentos deverá ter uma atenção muito especial, visto que nesta etapa é conservada a matéria-prima para posterior transformação, podendo esta estar armazenada durante um período considerável. O armazenamento de produtos carece de ser realizado em locais que possuam condições que visam inibir a velocidade de decomposição dos alimentos (Decreto-Lei n.º147/2006 de 31 de Julho).
    Para fazer um correto armazenamento é necessário distinguir os produtos, é obrigatório existirem espaços de armazenamento separados para:
  • Matérias-primas;
  • Produtos acabados;
  • Zona de materiais de embalagem;
  • Zona de materiais e produtos de limpeza;
  • Zona de Produtos químicos e tóxicos.
   Durante o processo de armazenagem deverão ser asseguradas condições de temperatura e humidade adequadas a cada tipo específico de alimento e utilizar sempre o FIFO (primeiro a chegar é o primeiro a sair) de modo a não existir um elevado risco de degradação, quer da embalagem, quer do produto. Sempre que possível, devem criar-se armazéns dinâmicos em que os materiais não estão estanques num local mas que quando se retira um material aflui outro de imediato a substituí-lo. Isto porque o produto torna-se impróprio para consumo quando se verifica perda de frescura devido a alterações na cor e textura.
   No que diz respeito ao ponto de vista microbiologico, caso o produto armazenado esteja efetivamente contaminado por microrganismos e se as condições de armazenagem possuem características de desenvolvimento dos mesmos existe um risco muito elevado para o consumidor.
 
   No armazenamento dos géneros alimenticios existe 5 processos fundamentais para a sua conservação:
  • Conservação pelo frio:
    • Este método de conservação pelo frio foi um dos primeiros métodos utilizados para a conservação de alimentos, sendo a sua principal função conservá-los a uma temperatura reduzida de modo a não permitir que se deteriorem.
  • Refrigeração:
    • É um processo que tem por finalidade reduzir a temperatura dos alimentos para valores compreendidos entre os 2 a 7ºC. No entanto, este método não deverá ser nunca utilizado para esterilizar os alimentos dos microrganismos, uma vez que não tem capacidade de melhorar os alimentos que se encontram em mau estado de conservação. A sua principal função é eliminar ou reduzir o desenvolvimento de microrganismos, impedindo assim que um alimento adulterado possa contaminar outros. O seu principal objetivo é manter a qualidade original do alimento, prolongado a sua vida útil.
  • Congelação:
    •  É o processo pelo qual  as temperaturas dos alimentos são reduzidas muito rapidamente, fazendo com que a água que existe nos alimentos solidifique, congelando-a, de modo a não danificar o alimento e conservando-o de potenciais perigos. As principais vantagens deste processo consistem em conservar as características organolépticas e nutritivas e em inibir as ações enzimáticas e o desenvolvimento microbiano, além de aumentar o tempo de conservação dos alimentos. Neste processo há que ter em atenção que este não melhora a qualidade dos alimentos, apenas consegue manter as suas características iniciais ao longo de um determinado tempo.
  • Ultracongelação:
    • É um processo em que a congelação é feita de forma muito rápida, o que faz com que se formem cristais de gelo de tamanho diminuto e em número reduzido, não afetando a estrutura das células. As suas principais vantagens são o aumento do grau de higiene na manipulação dos alimentos; simplificação das operações; retardamento da ação enzimática dos tecidos; custo da matéria-prima mas baixo.
  • Liofilização:
    • Este processo é o mais recente. Consiste na desidratação dos alimentos mediante uma descongelação rápida e baixa temperatura e em determinadas condições de pressão, seguida de evaporação lenta no vácuo.Logo após a utilização do método de liofilização o alimento fica seco, o seu volume praticamente intacto e com as suas características quase ilesas. 
   Para terminar, referir que os alimentos nunca devem ser expostos a riscos de contaminação quer por elementos físicos, químicos ou biológicos. É imprescindível que todas as áreas se encontrem limpas e ordenadas. Nenhum produto alimentar poderá estar em contacto direto com o chão e paredes, sendo adequado colocá-lo em estrado de material lavável, impermeável, imputrescível e distar do chão e paredes. 


   Na próxima publicação e última sobre a temática do HACCP, vou abordar o papel do Técnico de Saúde Ambiental na implementação deste processo.

  Até à próxima.

  Fontes:





segunda-feira, 2 de junho de 2014

Recepção de géneros alimentícios

   


   Olá seguidores,
como prometi, nesta publicação vou abordar a recepção dos géneros alimentícios, ou seja, quando estes chegam a um local, por exemplo, ao economato de um hotel. Durante o meu estágio, tive a oportunidade de passar uma manhã no economato do hotel, para visualizar como era feita a recepção dos géneros alimentícios e se estes satisfaziam o pedido do cliente, como era feita a recepção e depois o seu armazenamento.
   A recepção dos alimentos é dos pontos mais importantes para garantir uma refeição segura, a qualidade desta, depende em grande parte dos cuidados que se tem com os alimentos quando é feito o seu transporte, armazenamento e conservação.
   As matérias-primas e ingredientes podem chegar à unidade alimentar em diferentes estados (sólido, líquido, em pó, grão, pasta, etc.), provenientes de vários fornecedores, a estas condições, que o produto pode apresentar, aliam-se os diferentes modos de processamento, pelo que é necessário selecionar fornecedores qualificados e de segurança, que ofereçam garantias de que o seu produto é de confiança.
   A verificação da qualidade e o estado de conservação de todos os géneros alimentícios é um fator importante na garantia da segurança alimentar. Todos os produtos à chegada ao estabelecimento precisam de ser analisados. Quem procede à recepção das mercadorias (alimentos ou não) deve habitualmente conferir as quantidades e as características dos produtos entregues com a nota de encomenda.
   No acto da recepção é necessário proceder à verificação de determinados aspetos:
  • As condições de higiene de transporte de mercadorias;
  • Se os alimentos foram transportados à temperatura correta. É muito importante não interromper a cadeia de frio, visto que um aumento de temperatura pode ser suficiente para provocar o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis nos alimentos;
  • Ter particular atenção com os produtos refrigerados, em especial com os laticínios, produtos de charcutaria e os produtos frescos como a carne, o peixe e a fruta.
  • verificar o estado das embalagens, se estão sujas e/ou danificadas, pois podem provocar a alteração dos produtos e inclusivamente intoxicações;
  • verificar a data de validade ou de durabilidade mínima dos produtos de forma a não se adquirirem géneros fora do prazo  de validade.
   Depois de proceder a esta verificação, a mercadoria deve ser rapidamente armazenada e colocada nos respectivos lugares. Ter atenção, que toda a embalagem que coadjuvou no transporte das mercadoria não deverá ser introduzida no interior das instalações, uma vez que estas embalagens transportam grandes quantidades de poeiras de microrganismos e até mesmo de insectos ou outro tipo de praga, sendo assim um possível factor de contaminação elevado.
   O local onde se recebem as mercadorias deve manter-se sempre limpo e desobstruido de modo a facilitar todo o tipo de operações.
   A empresa que recebe a mercadoria, deve efetuar visitas regulares aos seus fornecedores de modo a verificar se os acordos estão a ser cumpridos e respeitados (NP-1524:1987, Transporte terrestre de produtos perecíveis).
   Como podem ler, qualquer refeição antes de ser efetuada passa por um longo processo, para que quando esta chegue à nossa mensa, esteja fantastica e com um sabor incrivel.

   Na próxima publicação, vou abordar o Armazenamento dos géneros alimenticos.


   Até à próxima!


Fontes:

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A importância da higienização na Segurança Alimentar




   Olá seguidores,
como prometido, vou falar nesta publicação sobre a importância de se realizar uma correta higienização para se garantir a segurança alimentar.  Hoje, mais do que nunca, a segurança dos produtos alimentares constitui uma preocupação central aos olhos dos cidadãos e das entidades responsáveis, bem como uma condição necessária ao reforço da proteção dos consumidores.Um dos sectores de actividade económica com maior impacte junto do consumidor é, sem dúvida, o alimentar. 
   Neste estágio tive a oportunidade de passar por diversas áreas e perceber um pouco como elas funcionam e a área da segurança alimentar foi uma delas e fiquei também a conhecer como funciona a higienização ao longo do processo alimentar e após processo. Não vou entrar em pormenores de como este funciona no hotel pois o segredo é a alma do negócio, mas mesmo não abordando como funciona no hotel, vou falar um pouco sobre a importância da higienização.
   A limpeza de uma unidade alimentar não pode ser considerada apenas sob o ponto de vista de um pavimento bem varrido, mesas brilhantes, de ferramentas colocadas no local correcto, etc.; Embora seja um fator importante, nunca devemos descuidar aquilo que não vemos, como é o caso do aspecto microbiológico.
   Por Higiene compreende-se por um conjunto de regras que se destinam a conservar a saúde do Homem, protegendo-o das doenças transmitidas por ele próprio, pelos animais, pelos alimentos e pelo meio ambiente.
   Os microrganismos encontram-se por toda a parte, convertendo-se, assim, numa ameaça à saúde pública sempre que não sejam respeitadas e cumpridas as boas práticas de higiene pessoal e alimentar durante a manipulação de alimentos. Não podemos, no entanto, deixar de ter em conta todo o ambiente que envolve, direta ou indiretamente, o alimento, pelo que se torna fundamental conhecer a importancia da Higiene como garantia do bem-estar do consumidor. Pretende-se, assim, eliminar a matéria onde os microrganismo se desenvolvem, assegurar uma desinfecção eficaz, bem como reduzir o risco de contaminação por matéria estranha, garantindo a Higiene e a segurança dos alimentos. A eliminação do risco de contaminação depende do tipo de sujidade que encontramos.
   Os locais destinados à preparação, confecção, conservação, exposição e comercialização de alimentos, devem ser concebidos de modo a facilitarem a limpeza e a reduzirem ao mínimo os riscos de contaminações, pelo que a área das instalações deve ser suficiente para que todas as operações se processem de forma higiénica, não permitindo o cruzamento de operações. O circuito da Marcha em Frente deve ser prioritária.
  A principal razão para se proceder à higienização das instalações, equipamentos, utensílios, meios de transporte deve-se ao facto da necessidade de redução e/ou eliminação de vários tipos de resíduos, que podem conter microrganismos, perigos químicos e até perigos físicos capazes de alterar os produtos e podendo eventualmente provocar infecções, intoxicações ou ferimentos ao consumidor. A limpeza só se torna eficaz quando acompanhada de um processo de desinfecção, sendo que a limpeza é o conjunto de operações que permite, através da aplicação de produtos específicos (detergentes), eliminar a sujidade  e  desinfectar.. É o processo através do qual se elimina ou reduz para níveis seguros, do ponto de vista do consumidor, a flora microbiana presente.
   A obtenção de um resultado final eficaz no processo de limpeza e desinfecção depende de vários fatores, que se interligam e se complementam entre si e quando isto não ocorre pode comprometer a qualidade final da limpeza e desinfecção. 
   O tema higienização tem muito assunto para abordar, tais como a água (quantidade a usar, temperatura ...), que tipo de detergente usar, qual o melhor desinfectante, os utensílios de limpeza a usar ... mas para terminar e considerando que os temas que vou abordar são mais importantes, vou ainda falar dos sistemas de higienização, dos planos de higienização e por fim de um tema que coloca em causa a segurança alimentar: controlo de pragas.
   Existem duas formas de realizar a higienização: esta pode ser por ação manual ou mecânica. A higienização manual é utilizada em superfícies de trabalho e para equipamentos muito complexos, só com este tipo de higienização é que se consegue alcançar uma limpeza completa dos equipamentos. A higienização mecânica pode ser realizada também por projeção, quer através de máquina de alta pressão ou a partir de espuma com sistemas de alta pressão. Estes tipos de limpeza são geralmente utilizados para higienizar as instalações e equipamentos de grandes dimensões.
   Quanto aos planos de higienização, estes resultam de um conjunto de informações e normas respeitantes a cada local, equipamentos e utensílios contíguos, com o intuito de fazer cumprir a correta higienização. Os planos devem ser realizados por pessoas especializadas na matéria, afixados em locais visiveis e comunicados a todos os trabalhadores. 
   Para terminar, falo do controlo de pragas. As pragas de insetos e roedores quando não são controladas, afetam negativamente o bom funcionamento da segurança alimentar, pois estes animais são propagadores de pragas. Nas instalações onde se manipulam, conservam, armazenam, confeccionam ou transformam, expõem e comercializam géneros alimentícios, deve realizar-se um controlo de insectos e roedores, uma vez que estes são perigosos para a saúde pública. O controlo tem de ser rigoroso e realizado frequentemente. Cada área deverá ser analisada, procedendo-se a um levantamento dos perigos potenciais e implementando-se medidas de prevenção para combate deste tipo de pragas (Regulamento CE N.º 852/2004 de 29 de Abril de 2004). 
   Na próxima publicação e já quase a terminar a temática do HACCP, vou abordar  a recepção de géneros alimentícios, temática esta, que também tive a oportunidade de ver como funciona no Hotel Tivoli Marina Vilamoura

   Até à proxima!

Fontes:


Bactérias Patogénicas






  Olá seguidores,
nesta publicação vou abordar algumas bactérias patogénicas que são mais usuais encontrar como fontes de contaminação em alimentos.
   No caso do Tivoli Marina de Vilamoura, tive a oportunidade de visualizar todos os resultados de analises microbiológicas efetuadas a alimentos e a manipuladores de alimentos e como referi na publicação anterior, os responsáveis pela segurança alimentar são conscientes dos riscos que podem ocorrer se existir uma contaminação e apostam muito na formação dos manipuladores de alimentos e pelo que visualizei nos resultados de analises do ano de 2013 e das que já foram feitas este ano, os resultados são muito positivos. A segurança alimentar é cumprida.
   Mas voltando ao assunto das bactérias, nesta publicação vou falar um pouco da Bacillus cereus ; Brucella spp. ; Clostridium botulinum ; Eschericchia coli ; Listeria monocytogenes ; Salmonella e por fim, Staphylococcus aureus.
  • Bacillus cereus - é uma bactéria Gram-positiva produtora de exotoxinas e em condições desfavoráveis adquire, tal como a Clostridium spp., uma forma mais resistente (esporo) que sobrevive a elevadas temperaturas (termo resistente). - Alimentos onde geralmente se encontra: é uma bacteria ubiquitária, presente no solo e plantas, e pode ser encontrada em alguns alimentos, tais como arroz, leite e leite em pó, legumes, batatas, lentilhas, farinhas. Como prevenir? Cumprir as regras de higiene; cozer os alimentos para inactivar as formas vegetativas; manter os alimentos preparados a temperaturas superiores a 65ºC; arrefecer os alimentos preparados rapidamente, no sentido de prevenir a germinação de esporos; a toxina diarreica é destruida a 60ºC durante 5 minutos.
  • Brucella spp. - é o agente causador da febre-de-malta (brucelose), esta bactéria é transmitida essencialmente pelo contacto com animais doentes (pele, sangue, urina, placenta) e pela ingestão de leite cru e/ou seus derivados provenientes de animais contaminados. Alimentos onde geralmente se encontra: carne mal cozinhada, leite cru, manteiga e queijo produzidos a partir do leite cru.. A contaminação por Brucella poderá ser evitada tomando medidas preventivas e de controlo tais como: vacinação dos animais jovens. abate de animais soropositivos, higienização e desinfecção adequadas dos estábulos,  não consumir os alimentos potencialmente contaminados, destruição do patogénico após tratamento térmico a 63ºC durante 7-10 minutos.
  • Clostridium botulinum - é capaz de produzir de produzir uma toxina como produto do seu metabolismo, causando uma perturbação grave ma saúde do consumidor designada por "botulismo". Esta bacteria, quando em condições desfavoráveis (temperatura, composição do meio,etc.) adquire uma forma mais resistente, o esporo, que sobrevive a temperaturas muito elevadas. Como bactéria anaeróbia que é, podemos encontrar a C.botulinum nos seguintes alimentos: conservas caseiras, que em virtude de uma esterilização insuficiente podem levar à sobrevivência dos esporos; presuntos e enchidos de carne, principalmente de fabrico caseiro, grandes peças cozidas ou assadas em que o calor não consegue atingir eficazmente o interior da peça e em que, por esta razão, não se dá a destruição do patogénico, eventualmente presente. A intoxicação causada por esta bactéria pode ser mortal, pois a toxina é potencialmente neurotóxica, mesmo quando ingerida em pequenas quantidades. Pelo perigo que esta bactéria representa para a saúde, é de todo importante conhecer algumas medidas que previnam a sua presença em alimentos: deve evitar-se o contacto directo dos produtos de origem animal com o solo, com o ar e com produtos de origem vegetal crus; deve ter-se em atenção a integridade dos enlatados, rejeitando todas as latas opadas, que estejam a verter ou que apresentem qualquer outro defeito que possa colocar em causa o estado de conservação do produto.
  • Escherichia coli - trata-se de uma bacteria Gram-negativa anaeróbica facultativa, e normalmente o seu habitat é o tracto intestinal dos humanos e o sangue quente de animais e aves. Este patogénico pode apresentar diferentes formas, das quais as que mais se destacam a nível da segurança alimentar são: Enteropatogénica, Enterotoxigénica, Enteroinvasiva e Enterohemorrágica. Alimentos onde geralmente se encontra: Carne, vegetais, leite, queijo e água. Medidas preventivas . a prevenção da presença desta bactéria deve ser feita no sentido de: elevado controlo das boas praticas de higiene, atenção particular no processamento de carnes bovinas, pasteurização do leite, carnes e vegetais bem cozinhados. 
  • Listeria monocytogenes - é motivo de elevada preocupação na higiene alimentar, uma vez que afecta grupos de riscos como idosos, crianças, imunocomprometidos, estando mesmo associada a casos de aborto espontâneo em mulheres no 2º e 3 trimestres de gravidez. Presente no solo, água, esgotos e vegetação morta, pode ser igualmente encontrada na flora intestinal de animais, aves domésticas e de humanos saudáveis.  Medidas preventivas:  elevado controlo das boas praticas de higiene, os grupos de risco devem evitar o consumo de alimentos potencialmente contaminados, evitar a contaminação cruzada, cozinhar bem as carnes, peixe e vegetais, pasteurização do leite.
  • Salmonella spp. . prolifera em condições de elevado teor de água. Embora não se multiplique a temperaturas de refrigeração. é extremamente resistente ao processo de congelação.  Esta bactéria pode estar presente numa grande variedade de alimentos e dar origem a infecções alimentares, sendo encontrada com alguma frequência nos seguintes alimentos: carnes cruas, ovos, leite e derivados, peixe e mariscos, gelados, produtos de pastelaria. Os distúrbios alimentares associados a este patogénico são chamados de salmonelose e são caracterizados por episódios de gastroenterite.
  • Staphylococcus aureus - encontra-se um pouco por toda a natureza, o Homem e os animais são contudo o principal reservatório deste patogénico, sendo habitualmente encontrado nas vias respiratórias superiores (nariz, boca e garganta), na pele e nas unhas. Alimentos onde geralmente se encontra - existe uma enorme variedade de alimentos possíveis de serem contaminados por S. aureus, no entanto, uns adquirem maior importância do que outros. Geralmente, alimentos que requerem manipulação dos operadores durante a sua preparação e que são mantidos a temperaturas ligeiramente elevadas são mais susceptíveis de serem contaminados com esta bactéria. Podemos contribuir para a prevenção da contaminação por S. aureus se evitarmos a contaminação cruzada entre os alimentos, separando devidamente alimentos cozinhados dos não cozinhados, se forem cumpridas as regras de higiene pessoal dos manipuladores, bem como controlando o seu estado de saúde; evitar a manipulação desnecessária.
   Como podem perceber por esta publicação, são várias as bactérias que podem por em causa a segurança de um alimento e por sua vez a nossa saúde, as bacterias que dei a conhecer foram apenas algumas e considero que é assustador pensar que um alimento pode conter uma bactéria, mas os responsáveis pelo manuseamento, confecionamento de um alimento, estão cada vez mais consicentes que é necessário formação e conhecer os perigos que podem advir de uma má pratica alimentar, por isso, considero que cada vez mais é seguro tomar uma refeição sem estarmos a pensar se a nossa saúde vai ser posta em causa ou não.

Na proxima publicação vou falar um pouco sobre a importancia da higienização.

Até à proxima!

Fontes:


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Fontes de Contaminação dos alimentos

   Olá seguidores,
o tema que Hoje vou abordar é sobre as fontes de contaminação dos alimentos, pois é um tema que considero importante dar a conhecer, pois só com conhecimento é que se consegue diminuir as fontes de contaminação. Nesta publicação vou abordar algumas fontes de contaminação, tais como os microrganismos; água; solo; ar e poeiras; superfícies de corte e manipuladores de alimentos.
   A Segurança Alimentar é atualmente um tema inquietante, relacionando-se directamente com o estilo de vida adotado pela sociedade moderna que recorre à alimentação fora de casa. Desta forma, o sector da restauração assume um papel de elevada responsabilidade face aos consumidores, tornando-se necessário existir um conjunto de procedimentos que garantam a não contaminação dos alimentos.
   Desde sempre que os alimentos e os microrganismos estabelecem uma interessante associação. Contudo, dependendo do tipo de microrganismo, esta relação pode resultar em conservação ou contaminação dos alimentos, que se mostram como excelente meio de cultura para o crescimento microbiano.
   Durante toda a cadeia alimentar, do produtor ao consumidor, os microrganismos contaminantes podem infectar os alimentos e por conseguinte a saúde humana. Neste sentido surge uma elevada preocupação por parte da indústria e produtores alimentares bem como pelos responsáveis pela saúde, em "garantir que os alimentos não apresentam perigo para o consumidor quando são preparados e/ou consumidos de acordo com o uso para o qual foram destinados" (Vol.1B - 1997 - Codex Alimentarius).
   No que toca aos microrganismos, estes são a maior preocupação para a Segurança Alimentar. Os microrganismos são seres vivos de dimensões muito pequenas, apenas visíveis ao microscópio. Estão presentes praticamente em toda a natureza (água, solo, ar,pele, tracto digestivo dos animais, superfície de folhas e frutos, etc) e são indispensáveis a todos os processos vitais do planeta. São exemplos de microrganismos: Bactérias, Fungos (leveduras e bolores), Vírus, Algas e Protozoários. Algumas microrganismos são benéficos para o Homem e assumem funções importantes, o problema é a pequena parcela, alguns microrganismos têm a capacidade de desencadear doenças no Homem e nos animais sendo, por isso, denominados de microrganismos patogénicos. Estes organismos, através dos factores de patogenicidade que possuem ou produzem, têm a capacidade de ultrapassar as defesas naturais do hospedeiro (pele, mucosas,etc.), invadir os tecidos e desenvolverem-se, provocando alterações no estado de saúde e consequentemente doenças mais ou menos graves.
   Os microrganismos são seres de natureza ubiquitária com elevada capacidade para subsistir no ambiente. Enquanto meios de cultura ricos, os alimentos podem apresentar variadas espécies microbianas, pelo que diferentes potenciais fontes primárias de contaminação devem ser consideradas.
  • Água - é um elemento indispensável à vida e na área alimentar adquire elevada importância, uma vez que a sua utilização é necessária desde a produção até ao consumo dos alimentos, tornando-se nesse sentido uma potencial fonte de contaminação. Os maiores riscos associados a este bem da natureza  assentam na contaminação directa e/ou indirecta com excrementos de animais, incluindo o Homem, uma vez que o seu intestino é um reservatório natural de microrganismos. Tudo isto torna fundamental o tratamento e manutenção das águas naturais e residuais, no sentido de garantir a integridade da sua qualidade e consequentemente a saúde pública.
  • Solo - é composto por matéria orgânica em diferentes estados de decomposição, por raízes de plantas, por minerais, água, bem como por biomassa. Neste sentido, apresenta-se como um habitat ideal para inúmeros microrganismos, servindo juntamente com a água, por exemplo, de fonte de contaminação de frutos e legumes...
  • Ar e poeiras - principalmente quando humidos, representam uma fonte de contaminação bastante prejudicial em certos locais, nomeadamente nas cozinhas, nos balcões de exposição e na armazenagem.
  • Superfícies de corte e manipuladores de alimentos - as bancadas de preparação de alimentos, as "tábuas", facas e outros utensílios quando mal higienizados, podem ser potenciais fontes de contaminação. Importantes fontes de contaminação são igualmente as cavidades nasais e bocal do homem, e principalmente a sua pele. Isto porque na manipulação dos alimentos, são as mãos que efetuam todo o tipo de tarefas. Devido a práticas de higiene deficientes. quer pelo desconhecimento das mesmas, ou por o manipulador ser portador de doenças, durante a manipulação pode ocorrer contaminação dos alimentos, pondo em risco a saúde dos consumidores. 
   Os alimentos são ecossistemas complexos onde podemos encontrar vários tipos de microrganismos e com funções distintas. Contudo, na higiene e segurança alimentar são os microrganismos patogénicos e os que originam degradação que causam maior preocupação, devido à sua capacidade de provocar doenças.  Nomeadamente:
  • Bactérias - dentro dos microrganismos patogénicos, algumas bacterias em particular assumem um papel relevante ao serem as principais causadoras de distúrbios na saúde, associadas ao consumo de alimentos contaminados. As baterias são organismos procariotas, unicelulares e apresentam grande diversidade morfologica. Exemplos de bacterias patogénicas: Bacillus Cereus ; Brucella spp. ; Clostridium botulinum ; Clostridium perfringens ; Escherichia coli ; Listeria monocytogenes ; Salmonella spp. ;Staphylococcus aureus ...
  • Bolores - são fungos pluricelulares, que quando associados, são vistos a olho nu sobre os alimentos. A maior preocupação relativa a estes microrganismos é a sua capacidade de produção de micotoxinas como as aflotoxinas, produzidas pela espécie Aspergillus spp.
  • Leveduras - são fungos unicelulares de pequenas dimensões e estão mais associadas aos casos benéficos na sua relação com os alimentos. Podem ser úteis quando utilizadas no fabrico de iogurtes, dos queijos, etc. Contudo, podem intervir frequentemente como agentes de contaminação e degradação dos produtos alimentares, principalmente dos acidificados, açucarados e alcoolizados, provocando mesmo a sua putrefação. 
  • Vírus - de dimensão inferior à das bactérias, apresentam-se como parasitas intracelulares obrigatórios, necessitando assim da maquinaria e metabolismo do hospedeiro para se multiplicarem. Assim, estes microrganismos não se multiplicam  em alimentos, utilizando-se apenas como veículos de transmissão. Apesar de não ser pratica corrente a sua pesquisa em alimentos, os vírus podem ser encontrados em: peixe e moluscos (como berbigão, mexilhão, ostras, ou ameijoas) provenientes de águas contaminadas; Frutos e vegetais (contaminados através do uso de excrementos humanos como fertilizantes); Água. 
  • Protozoários - são seres eucariotas unicelulares, apresentando ausência de parede celular e clorofila. Alguns movem-se por meio de cílios ou flagelos e são habitualmente abundantes em águas paradas. Os distúrbios alimentares provocados por estes parasitas são muito menos frequentes do que os de origem bacteriana. 
   Como podem ler ao longo desta publicação, existem diversas fontes de contaminação dos alimentos e algumas são mais prejudiciais que outras para a saúde do consumidor, mas mesmo que algumas não sejam tão prejudiciais é necessário toda a atenção e cuidado ao manusearmos um alimento e ao servirmos um alimento, as regras de higiene tem que ser sempre cumpridas e é necessário conhecer bem quais os riscos que existem se estas não forem cumpridas e quais as principais fontes de contaminação dos alimentos.
  As bactérias não “andam” sozinhas, são levadas de um local para outro através das mãos, vestuário, equipamento e utensílios. Deste modo, deve haver o cuidado de:
  •  Manipular o menos possível os alimentos;
  •  Usar pinças ou luvas sempre que se justifique;
  •  Evitar o contacto directo das mãos com os alimentos;
  •  Separar alimentos crus dos alimentos cozinhados;
  •  Separar os alimentos de origem animal dos vegetais;
  •  Não utilizar a mesma faca ou a mesma tábua de corte para a preparação de alimentos crus e cozinhados;
  •  Cozinhar bem os alimentos;
  • Manter os alimentos fora da zona de perigo (entre 5 º e 65 ºC);
  • Evitar o contacto dos alimentos com os equipamentos, utensílios ou superfícies de trabalho que se encontrem sujas;
  • Limpar e desinfectar o equipamento, utensílios e superfícies de trabalho após a sua utilização.
   Mantenha um bom nível de higiene pessoal, vigie o seu estado de saúde e respeite as boas práticas de higiene.

   No caso do Tivoli Marina de Vilamoura, posso afirmar que é um estabelecimento hoteleiro que se preocupa e não admite falhas em termos de Segurança Alimentar, o bem do cliente é o seu principal objetivo e por isso o responsável pelo departamento de alimentação anda sempre a "vigiar" os manipuladores de alimentos.
   
   Como considero esta área importantíssima, a próxima publicação vai abordar as principais bactérias causadoras de contaminação dos alimentos.

Até à próxima!

Fontes: