terça-feira, 12 de novembro de 2013

iCoach

   iCoach diz-lhe alguma coisa, conhece? Não? Eu também não conhecia até ao dia de hoje, mas felizmente deram-me a conhecer o iCoach e a partir deste blog vou dar a conhecer a outros o que é e como podem a ceder ao iCoach.


    "O iCoach é uma ferramenta de saúde digital gratuita (www.exsmokers.eu) e comprovada que já ajuda quase um quarto de milhão de pessoas em toda a Europa (equivalente a 1 em cada 500 fumadores) no seu trajeto para deixar de fumar para sempre. Esta ferramenta de saúde interativa ajuda as pessoas a pararem de fumar ao seu próprio ritmo. Está disponível em todas as línguas da União Europeia. O iCoach funciona analisando os hábitos de fumar dos seus utilizadores e fornece conselhos personalizados numa base diária."

   Mas como funciona?   

   "Ao registar-se na internet ou através da aplicação para telemóveis Iphone ou Android, o utilizador responde a um inquérito bastante completo sobre os seus hábitos tabágicos. É este inquérito que vai permitir que o fumador seja integrado numa das fases do programa. 

   São elas:
  • Fase 1 – Não tenciono deixar 
  • Fase 2 – Devia deixar, mas ainda tenho dúvidas 
  • Fase 3 – Vou deixar de fumar em breve 
  • Fase 4 – Acabei de deixar 
  • Fase 5 – Já deixei há algum tempo

A partir daqui, a plataforma, através de um algoritmo avançado e desenvolvido por médicos, psicólogos e cientistas, vai dando sugestões e dicas, permitindo que diariamente o fumador vá colocando informação sobre os seus hábitos diários. Desta forma, o programa vai adaptando-se ao estado de dependência do fumador e vai adequando as sugestões e as dicas em função dessa evolução."

   Quais os benefícios?
  •  É Grátis.
  • Resulta – mais de 30% das pessoas que iniciam o programa deixam de fumar.
  • Serve para todos – até para fumadores que ainda não estão prontos para deixar.
  •  Adapta-se às necessidades, ao tempo e aos objetivos de cada um. 
  •  Disponível em qualquer lugar através do telemóvel.    
  • Quando um fumador se torna num ex-fumador, realiza algo notável. Os benefícios pessoais são inúmeros: melhor saúde, melhor aspecto, mais dinheiro e um impulso na auto-confiança. O efeito na sociedade (menores custos com cuidados de saúde, economia mais forte, etc.) também é enorme. Assim, esta campanha é uma celebração do ex-fumador, como modelo orgulhoso e imparável para quem ainda não deixou de fumar.

   Como funciona no meu telemóvel? 
   
   "Para os utilizadores já registados, a mudança da versão de internet para versão telemóvel poderá ser feita sempre que for necessária sem que os dados de login e perfil sejam alterados. Para além das funcionalidades da aplicação de Internet – dicas diárias, diário, testes de progresso e informação de saúde, a nova aplicação para smartphone tem ainda novas funcionalidades tais como um serviço de geolocalização – permite colocar os lugares onde costumava fumar e que deixaram de o ser - e um “botão de pânico”, que oferece dicas imediatas nos momentos mais críticos e onde urge a necessidade de fumar."

  • Explicação de como funciona no telemóvel e quais as vantagens:
  
Em Portugal quantos somos?

  "Em Portugal, existem mais de 10.000 utilizadores do iCoach. Face a 2 milhões de fumadores estimados significa que Portugal tem uma das maiores taxas de adesão a esta plataforma por fumadores e mais do dobro da UE, ou seja, 1 em cada 200 fumadores (na Europa é 1 em cada 500)."


  Esta aplicação tem obtido ótimos resultados. Acompanha o fumador até passar a ser ex-fumador e para além disso, permite aceder à ferramenta através quer do computador, quer do telemóvel e permite ainda ficar a par de todas as novidades através do Facebook (aqui).

   Cada vez mais, as principais entidades (Governo, DGS, UE...) preocupam-se e tentam incentivar os seus cidadãos a deixarem de fumar, assim, é natural surgirem cada vez mais aplicações, ferramentas, panfletos, palestras, spots publicitários... a incentivarem as pessoas a deixarem este péssimo habito que é fumar.
   Eu nunca fumei, mas como tudo na vida, acho que o deixar de fumar parte de cada um de nós, da nossa força de vontade, se colocarmos na cabeça o pensamento que "eu vou deixar de fumar/eu consigo deixar de fumar", o resultado final será esse. Não voltará a fumar! Mas se mesmo assim não conseguir, procure ajuda. Procurar ajuda não significa que a pessoa é mais fraca, mas sim mais forte, pois tomou consciência que precisa de ajuda para deixar de fumar. 
   Como já referi, existe cada vez mais apoio para as pessoas que querem deixar de fumar, deixo aqui alguns exemplos:
  •   iCoatch (ver no topo do texto o que é);
  •   Linha SOS – Deixar de Fumar - esta linha foi criada em 2002 e tem como missão principal  a de informar o público em geral sobre o tabagismo e os seus malefícios e aconselhar e apoiar os fumadores que querem deixar de fumar. É composta por uma equipa de técnicos de saúde devidamente formados. É a única linha com este serviço em Portugal e está integrada na rede europeia das Quitlines. (para mais informações aqui). O número de telefone é: 217 910 162;
  • Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva · Prof. Fernando de Pádua  - SOS Deixar de Fumar - este Instituto dá dicas úteis e conselhos para quem quer deixar de fumar e o que ganha por não fumar;
  • Portal da Saúde - este Portal pertence ao Ministério da Saúde e explica o porquê de deixar de fumar, quais os benefícios, como proceder, onde procurar ajuda. Para além do referido, o Portal da Saúde disponibiliza ainda a linha Saúde 24 - 808 24 24 24. Qualquer dúvida que tenha sobre o que quer que seja relativo à sua saúde, basta ligar para o número que referi. A linha de apoio é gratuita.


   Uma das áreas que mais se debruça do porquê de se fumar é a área da Psicologia. Esta, faz diversos estudos científicos do porquê de se fumar, quais as idades mais propicias, ou seja, preocupa-se um pouco em perceber como funciona a "cabeça" de um fumador. Como tal, deixo aqui um resumo de uma Análise Psicológica efetuada pelo Drº José Precioso, do Instituto de Educação e Psicologia, Universidade do Minho, Braga. 
   A Análise tem como nome: Quando e porquê começam os estudantes universitários a fumar: Implicações para a prevenção"
    Resumindo o Resumo, este refere que em Portugal acontece o contrário do que acontece noutros países desenvolvidos, ou seja, muitos dos jovens estudantes portugueses, começam a fumar já na Universidade e não como noutros países, em que os jovens se iniciam maioritariamente a fumar no ensino Básico e Secundária. Do meu ponto de vista, considero que este estudo tem uma certa razão. Dando o meu exemplo de vida, eu nunca fumei, nem experimentei, mas diversas vezes tive que dizer Não àqueles que estavam constantemente a incentivar-me a fumar e isto aconteceu principalmente na Básica e na Universidade, isto foi o que aconteceu comigo, resisti e disse muitos Nãos, mas infelizmente, tenho conhecimento e presentei colegas que não souberam dizer Não e acabaram por experimentar e começar a fumar já na Universidade e atualmente não conseguem deixar este hábito, por isto, acredito que a maioria comece na Universidade a fumar, pois é na Universidade que há mais convívio entre colegas, não existe a proteção que existia no Básico e no Secundário por parte dos pais e devido a todo o stress que a Universidade causa, muitos acabam por "aliviar" o stress a fumar. Mas volto a referir, o fumar está na nossa cabeça, está no nosso ser. Só fuma quem quer e é preciso ser-se uma pessoa confiante para sabermos dizer Não, caso já se fume, é necessário força de vontade para deixar de fumar e porquê deixar de fumar? 
  • Porque os ex-fumadores dormem melhor;
  • Porque os ex-fumadores têm mais dinheiro;
  • Porque os ex-fumadores têm mais liberdade;
  • Porque os ex-fumadores têm mais confiança;
  •  Porque os ex-fumadores são mais saudáveis;
  • Porque os ex-fumadores cheiram melhor;
  • Porque os ex-fumadores viajam mais;
  • Porque os ex-fumadores têm melhor aspecto;
  • ...
   Por ti, Por si, Pelo outro...deixa de fumar... informa-te...aconselha-te... Força! Tu/Você consegue(s)!





Fontes:






sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Resumo da VI Semana de Estágio

  Mais uma semana de estágio decorreu e só já tenho mais três semanas do mesmo, infelizmente, mas enquanto há estágio, há que aproveitar para aprender o máximo possível de Saúde Ambiental.
   A semana que decorreu foi das mais calmas que tive até agora, mas isso não significa que não tenha aprendido nada. 
   Esta semana foi dedicada à realização da estatística mensal relativa aos resíduos do grupo III e IV produzidos no Centro de Saúde e suas extensões. Realizou-se também a introdução de dados no programa informático relativo aos inquéritos efetuados sobre a Avaliação do cumprimento da Lei do Tabaco (para saberem mais sobre este tema aqui). Os dados foram introduzidos numa base de dados e enviados para o Departamento de Saúde Pública do Aces Central que avaliara os resultados e fará um trabalho final com o panorama da Região do Algarve.
   Nesta semana tive também a oportunidade de ir a um Seminário sobre Produtos Fitofarmacêuticos (ver aqui o resumo) que foi muito interessante e deu para perceber melhor a problemática destes produtos e quais as melhores soluções.
   Por fim, referir que realizei ainda colheitas de águas em 3 estabelecimentos para prevenir a ocorrência da Doença dos Legionários em Empreendimentos Turísticos.
   A técnica de colheita em Estabelecimentos Hoteleiros e Estabelecimentos Hospitalares é a mesma, como tal, para saberem mais sobre esta doença e como é feita a colheita de água, consultar aqui). 
   Abordando um pouco mais o perigo da Legionella, nos Empreendimentos Turísticos existe risco potencial em todos os equipamentos que possam formar aerossóis, nomeadamente em torneiras e chuveiros, piscinas, jacuzzis, torres de arrefecimento, condensadores evaporativos, fontes ornamentais, humidificadores, regas por aspersão/mangueiras. No entanto, medidas simples permitem reduzir o risco associado a esses equipamentos. 
   Posto isto, vou falar um pouco sobre o Programa de Controlo que deverá existir num Empreendimento Turístico e o porquê:
   - A inexistência de um programa de controlo do desenvolvimento da Legionella negligencia a saúde dos hóspedes e dos trabalhadores.
 Sendo que é nos Empreendimentos Turísticos que existe um maior risco de ocorrência, estes devem desenvolver atividades de monitorização e controlo, ou seja, terem um programa de controlo. Este programa inclui: 
  • A existência de um responsável pela implementação, desenvolvimento e avaliação de medidas preventivas para a redução de colonização dos equipamentos;
  • A garantia de que o responsável pelo programa e a sua equipa têm formação contínua nesta área;
  • A detecção (e correção) periódica dos pontos críticos susceptíveis de favorecer o desenvolvimento das bactérias.
   A desinfecção e manutenção da temperatura das redes de água quente e fria entre determinados valores são essenciais para o sucesso do programa. O registo diário dos teores do cloro residual ou de outro biocida utilizado e das temperaturas nas redes de água fria e quente permite a monitorização dos valores considerados imprescindíveis para a prevenção da ocorrência de casos de doença associados.
    A Limpeza, Desincrustação e Manutenção Periódicas devem existir:
  • As intervenções programadas na rede e terminais, assim como as extraordinárias que se revelarem necessárias devem ser Registadas, num livro de ocorrências.  As atividades de Inspeção no Sistema devem ter uma periodicidade regular.
Periodicamente devem ser efetuadas as seguintes Ações de Manutenção:

Caldeiras, Termoacumuladores e Radiadores
Anualmente
(Limpeza e Desinfecção)
Depósitos de água Fria
Anualmente
(Limpeza e Desinfecção ) Purgas semanais
Depósitos de água quente
Semestralmente
(Limpeza e Desinfecção ) Purgas semanais
Terminais da rede                                                            (torneiras e chuveiros)
Trimestralmente a Semestralmente
(Limpeza, Desinfecção e Descalcificação das cabeças)
Filtros de Água
Todos os meses
(Limpeza e Desinfecção)
Válvulas de Mistura Termostática
Mensal(Verificação)
Semestralmente (Desmontagem e Descalcificação)
Pontos críticos da rede                       
(pontos mortos ou estagnação de água)
Mensalmente (Descargas de água quente mín 60ºC, durante 2 min)
Trimestralmente (Limpeza e Desinfecção)
Torneiras, chuveiros e autoclismos            quando não utilizados p/ períodos de uma semana ou mais
Semanal
(Purga/abertura das torneiras)
Reparação ou instalação de novos equipamentos, Revisão da instalação, Paragens do sistema superiores a 1 mês
Limpeza e Desinfecção
 
   Quando existe um caso de doença, associado à estadia no Empreendimento Turístico, está indicado iniciar-se de imediato procedimentos de descontaminação nas redes prediais de água fria ou quente sanitária. São os seguintes:
  Tratamentos de choque
   A. Desinfecção Química (Super-Cloragem)
•    Esta medida é essencialmente recomendada nos reservatórios de água fria, podendo também ser utilizada nas caldeiras e reservatórios de água quente tendo em atenção os riscos de corrosão (pelo que se devem recorrer a produtos anticorrosivos);
• Efetuar a adição de outros produtos que se mostrem necessários (Bio-dispersantes; Anti-incrustrantes;…)
•    Efetuar a cloragem do sistema, recorrendo à adição de hipoclorito de sódio (lixívia) até se alcançar um valor de cloro residual livre de 20 mg/L ou 50mg/L em todo o sistema incluindo os pontos terminais. Manter esta desinfecção durante pelo menos 2 horas com valores de 20 mg/L ou pelo menos 1 hora com valores de 50mg/L;
•    Fechar todas as saídas e efetuar a recirculação da água clorada em todo o sistema, abrindo sucessivamente todas as torneiras e chuveiros de extremidade até que se note um cheiro a cloro intenso.
B. Desinfecção Térmica (Choque Térmico)
•    O choque térmico é utilizado essencialmente na desinfecção de emergência, na desinfecção periódica, ou integrando um programa de controlo de longo termo;
•    Consiste no aumento da temperatura dos termoacumuladores ou reservatórios de água quente por curtos períodos, para valores entre 70ºC e 80ºC e ao mesmo tempo fazer circular a água por todo o sistema durante uma hora;
•    Nos pontos de consumo, torneiras e chuveiros, a temperatura da água deve ser de 60ºC ou mais pelo menos durante cinco minutos após a sua abertura;
•   Nos casos onde foi detectada contaminação na rede a desinfecção com calor deve ter uma frequência semanal em conjunto com a análise bacteriológica, até que se considere que o sistema já não está sob suspeita.
Tratamento pós-choque
Recomenda-se um tratamento contínuo durante um período de três meses desde o surgimento do primeiro caso de Doença dos Legionários.
Constará do seguinte:
•    Sistema de água quente e fria: manter 1-2 ppm de cloro de forma constante nos finais da rede, comprovando o nível de cloro;
•    Sistema de água quente: manter a temperatura de 55ºC a 60ºC em todos os pontos terminais da rede, comprovando a temperatura.
   O controlo analítico é essencial para monitorizar a eficácia das atividades preventivas desenvolvidas, devendo ser efetuado nos equipamentos de risco – Rede Predial de Água Quente e Fria, Sistemas de Arrefecimento e Sistemas de Água Climatizada de uso recreativo ou terapêutico (SPA’s–Jacuzzis) com a seguinte periodicidade:
Pesquisa e identificação de bactérias do género Legionella:
•    Mensal, se houver detecção de Legionellapneumophyla na rede;
•    Trimestral, desde que hajam dois meses consecutivos de resultados negativos e controlo adequado da temperatura e cloro, sem excluir as análises extraordinárias que forem julgadas necessárias. 
  No caso de ocorrência de casos de doença, o Empreendimento Turístico deve assegurar o envio dos resultados analíticos e de outros registos à Autoridade de Saúde/Delegado de Saúde, da sua área de referência, de acordo com a periodicidade por esta determinada.  
   A Legionella é perigosa e a ocorrência de um caso num Empreendimento Turístico prejudica a imagem de um Empreendimento, como tal, é preferível os Empreendimentos terem custos mais elevados com a manutenção dos sistemas e com os técnicos, do que terem um caso no Empreendimento. 
   Concluindo o resumo da minha semana, esta foi produtiva, assim como as outras anteriores tem sido. Gostei ir a dois dos Empreendimentos Turísticos a que fui fazer colheita de Legionella, pois não os conhecia e tinham espaços muito agradáveis, mas acima de tudo, fiquei a saber mais sobre a Legionella.


      Para terminar a semana, quero deixar a minha opinião em termos pessoais, o que cresci nesta semana. Cada vez mais noto um crescimento em mim, um crescimento em termos pessoais e um crescimento em S.A. Em termos pessoais estou a descobrir que basta confiança em nós próprios e tudo se consegue fazer, em termos de S.A, estou a descobrir que afinal alguma coisa ficou retida na minha cabeça em termos de matéria lecionada. Fui para o estágio com medo de não me lembrar do que dei nas aulas ou mesmo não saber nada sobre as áreas a abordar no estágio, mas não tem sido assim, em tudo o que tenho feito, sei sempre algo sobre o tema.
   Mais uma semana concluída, outra se aproxima, até lá.... BOM FIM DE SEMANA! 


Fonte: ARS Algarve - Programa de Prevenção da Doença dos Legionários em Empreendimentos Turísticos.
  - Anexo - Monitorização e Controlo

Valores Guia para Avaliação da Qualidade Microbiológica de alimentos cozinhados prontos a comer

   Hoje vou falar um pouco sobre os valores guia para a Avaliação da Qualidade Microbiológica de alimentos cozinhados prontos a comer, preparados em estabelecimentos de restauração. Os valores que vou referir, bem como as linhas de orientação para avaliação da qualidade microbiológica dos produtos, foram criados pelo Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge e servem para perceber os resultados da qualidade microbiológica dos produtos.
   "Alguns microrganismos contribuem de forma benéfica no processamento, na segurança e na qualidade de certos produtos alimentares. Contudo, muitos microrganismos estão envolvidos em processos que causam efeitos indesejáveis nos próprios alimentos, ou na saúde dos consumidores, levando quer à deterioração, quer à ocorrência de doenças de origem alimentar. Estas doenças podem ser agudas ou cronicas, envolvendo não só o aparelho digestivo, mas também os sistemas nervoso, circulatório, urinário e respiratório. A vigilância microbiológica dos alimentos prontos a comer corresponde a uma área de grande interesse em Saúde Pública, tendo por objetivo assegurar a inocuidade e a salubridade dos alimentos e atuar na prevenção das doenças de origem alimentar. Por razões relacionadas com a amostragem, metodologia e distribuição dos microrganismos na matriz, a análise microbiológica, por si só, não garante a segurança de um produto final analisado. A segurança dos produtos alimentares é garantida pela implementação de medidas preventivas, tais como o cumprimento de Boas Práticas de Fabrico e a aplicação do Sistema de Identificação de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (HACCP), constituindo as análises microbiológicas uma parte do sistema.


   Relativamente aos Valores Guia, devido ao fato de existirem dificuldades na correta avaliação da qualidade microbiológica das amostras analisadas, levou a que o INSA elabora-se os Valores Guia e permitiu estabelecer quatro níveis de qualidade microbiológica, que vão desde o Satisfatório ao Inaceitável/potencialmente perigosos.
   Os Valores Guia são os seguintes:
Tabela com os Valores Guia
   Os Valores Guia dizem respeito aos alimentos de 3 grupos:

Grupos de Alimentos

   Quanto aos níveis de qualidade microbiológica o seu significado é o seguinte:


   Após esta explicação é mais fácil compreender uma análise microbiológica de géneros alimentícios.
   Como já referi anteriormente (ver aqui),o Departamento de Saúde Pública em conjunto com as Unidades de Saúde Pública dos ACES, propuseram o desenvolvimento do Programa de Promoção da Qualidade Microbiológica das Refeições em Estabelecimentos de Educação, através de um sistema de vigilância microbiológica em Escolas EB1 e Jardins de Infância, assim, o TSA faz a colheita de alimentos e depois envia a amostra para o Laboratório, o Laboratório faz a análise e envia o resultado da análise para o Centro de Saúde. Na análise enviada para o Centro de Saúde vêm os parâmetros/métodos analíticos analisados e os resultados tem que vir em conformidade com os valores referidos na Tabela Valores Guia. Quanto à apreciação dos resultados, um exemplo de apreciação: "Quanto aos ensaios efetuados a amostra analisada revelou um nível de qualidade microbiológica Satisfatório, de acordo com os Valores Guia/INSA".  Ou seja, se o resultado é Satisfatório, tudo muito bem, caso o resultado seja Não Satisfatório ou Inaceitável/potencialmente perigoso, são tomadas determinadas medidas.
  Quando se recebe os resultados do Laboratório, realiza-se ofícios a informar dos resultados obtidos nas colheitas dos alimentos efetuadas ao Presidente do Concelho Executivo do Agrupamento e ao Presidente da Câmara Municipal.

 




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Não pode ser só trabalho #4 - Seminário sobre Produtos Fitofarmacêuticos

   Produtos Fitofarmacêuticos, diz-lhe alguma coisa? Não? Se a resposta foi não, continue a ler, que vai encontrar a informação que precisa para saber o que é.
   A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária em colaboração com a DRAP Algarve, ANIPLA, GROQUIFAR, VALORFITO e ASAE, realizaram um Seminário sobre "O Uso Sustentável de Produtos Fitofarmacêuticos". Este, decorreu no dia 5 de Novembro de 2013 no auditório da DRAP Algarve - Patacão. Tendo em conta que eu e o meu colega Miguel Parreira tínhamos disponibilidade em ir, fomos até ao Seminário que teve como objetivo principal, divulgar e debater, com agricultores e técnicos, informação relevante e inovadora sobre a Lei n.º 26/2013, de 11 de Abril, que regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e que define os procedimentos de monitorização à utilização dos produtos fitofarmacêutico, transpondo para o direito nacional a Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de Outubro, que estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas (revogando a Lei n.º 10/93, de 6 de Abril e o D.L n.º 173/2005, de 21 de Outubro).
   O Seminário teve inicio às 9h00 e dividiu-se em 5 painéis. O Painel I debateu-se sobre o "Plano de Ação Nacional e a Proteção Integrada"; o Painel II debateu-se sobre a "Venda e Distribuição de Produtos Fitofarmacêuticos"; Painel III - "Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos e Inspeção de Equipamentos de Aplicação"; Painel IV - "Formação, Informação e Sensibilização" e por fim o Painel V - "Gestão de Resíduos e Embalagens". O Painel II foi o que despertou mais interesse, pois abordou o uso ilegal de Produtos Fitofarmacêuticos e os Riscos para a Saúde Humana e Ambiente.
   Mas afinal o que são Produtos Fitofarmacêuticos? "Os Produtos Fitofarmacêuticos são produtos destinados à defesa das plantas e da produção agrícola. São vulgarmente conhecidos por pesticidas."
   Os fitofármacos são produtos cuja venda e utilização são reguladas por leis próprias, devido à sua especificidade e risco intrínseco. Por isso, todos os produtos têm um conjunto de informações, que devem ser estritamente seguidas e que se encontram nos rótulos das respectivas embalagens de venda. Nesses mesmos rótulos estão inscritas precauções toxicológicas e, assim, todos os produtos são classificados quer deste ponto de vista quer do ponto de vista ambiental. Os produtos fitofarmacêuticos são, em suma, considerados Produtos Perigosos.
   As respectivas embalagens vazias dos produtos fitofarmacêuticos são, por este facto, também considerados resíduos perigosos, incluindo os sacos de enxofre. Posto isto, estes resíduos devem ser encaminhados para o Sistema VALORFITO, entragando-os num Ponto de Retoma. Por isso:
  • Não reutilize!
  • Não coloque no lixo doméstico!
  • Não coloque no ecoponto!
  • Não enterre ou queime!
  • Não as deixe abandonadas!
    Estas embalagens ao entrarem na categoria de resíduos perigosos é necessário seguir determinadas regras, principalmente no que diz respeito às embalagens:
  • Na compra dos produtos solicite no ponto de venda um saco, da dimensão mais adequada às suas necessidades, para colocar as embalagens vazias;
  • Após utilização dos produtos proceda à lavagem das embalagens de acordo com as indicações expressas no rótulo.
  • Embalagens rígidas até 25L/25KG que contiveram produtos que se destinam à preparação de calda têm obrigatoriamente de ser submetidas à tripla lavagem;
  • Após a lavagem inutilize sempre que possível as embalagens;
  • Embalagens não rígidas de qualquer capacidade e embalagens rígidas de 25L/25KG até 250L/250KG devem ser devidamente esgotadas do seu conteúdo, não sendo a sua lavagem obrigatória.
  • Coloque as embalagens vazias e inutilizadas no saco que lhe foi entregue no ato da compra;
  • Guarde o saco com as embalagens vazias no mesmo local onde armazena os produtos fitofarmacêuticos;
  • Quando estiver cheio, entregue o saco com as embalagens vazias, devidamente fechado, num Ponto de Retoma identificado com o símbolo VALORFITO. Solicite o comprovativo de entregue, se assim o desejar, e obtenha um novo saco.
   Mas o que é o Sistema VALORFITO?
      "A VALORFITO é um sistema responsável pela gestão de resíduos de embalagens de Produtos Fitofarmacêuticos, nomeadamente: Fungicidas; Herbicidas e Inseticidas.
      A VALORFITO implementou em todo o território nacional este sistema, o qual é responsável pela recolha, tratamento e valorização das embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos. o VALORFITO permite dar resposta às necessidades dos produtores agrícolas de encontrarem um destino adequado para as embalagens vazias dos fitofarmacêuticos resultantes da sua atividade, e assegura que toda a fileira do setor agrícola (fabricantes, distribuidores e agricultores) possa cumprir a legislação em matéria de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos" (Fonte- VALORFITO - Funcionamento do Sistema).

   Os principais Riscos e Problemas dos Fitofarmacêuticos são:
  • Contaminação Ambiental (vida selvagem, água e solo);
  • Destruição Total ou parcial da cultura;
  • Riscos para a saúde do agricultor e do aplicador;
  • Riscos para a saúde dos consumidores por alimentos contaminados.
   Quanto ao Seminário em si, achei que esteve muito bem organizado e contou com oradores cativantes, no entanto, senti que ainda existe pouca informação sobre este tema e a informação que existe não é perceptível. No debate que decorreu no fim da sessão houve muitas questões que foram levantadas por alguns agricultores e empresas relativo ao transporte, quais as quantidades a transportar, entre outras questões e os oradores apesar de estarem dentro do tema, tiveram algumas dificuldades em responder a determinadas questões. Na disciplina de Gestão de Resíduos do II Semestre do 3º ano da Licenciatura, realizei um trabalho sobre este tema e uma das dificuldades que senti na altura, foi que existe ainda pouca informação e um ano depois da realização do trabalho, não houve grandes melhorias, mas sendo este um tema tão sensível é natural que com o tempo surjam novos desenvolvimentos e informações mais claras e perceptíveis. Mas apesar de existirem poucas informações, dá para perceber que ao reciclar as embalagens vazias dos fitofarmacêuticos, contribui para:
  • Uma Agricultura Sustentável;
  • Segurança Alimentar;
  • Saúde Humana e Proteção do Ambiente!

Ficam algumas fotografias tiradas no decorrer do Seminário:



Apresentação do Seminário


Painel relativo ao uso ilegal de PF e os Riscos para a Saúde Humana e Ambiente


Apontamentos


Riscos do PF


Final das Apresentações - Hora do Debate


Local de entrada para o Seminário


Fotografia tirada junto ao edifício da DRAP Algarve


 Junto ao edifício da DRAP Algarve




sexta-feira, 1 de novembro de 2013

V Semana de Estágio

   Mais uma semana de estágio se passou, bem como o primeiro mês de estágio.
   Nesta semana, várias coisas fiz.
   A segunda-feira iniciou-se com 4 colheitas de alimentos em quatro escolas. No estágio de observação do primeiro ano, já tinha observado como se fazia e então, ao efetuar estas colheitas de alimentos, não senti muita dificuldade. As colheitas efetuadas fazem parte do Programa de Promoção da Qualidade Microbiológica das Refeições em Refeitórios Escolares. Após a colheita, fez-se o transporte até ao Laboratório de Saúde Pública Drª Laura Ayres.
   Na parte da tarde, juntamente com a Drª Rosário, fomos para o Centro de Saúde de Faro ter com a TSA Carmelo Colmenarez para realizarmos a Avaliação de Risco da Doença dos Legionários em Empreendimentos Turísticos, que faz parte do Programa de Prevenção da Doença dos Legionários em Empreendimentos Turísticos. Na terça-feira de manhã, continuamos a Avaliação. Na parte da tarde, fui juntamente com o meu colega Miguel Parreira e com as Drªs Rosário Jorge e Carmén Vieira, ao aeroporto de Faro, ver se as diversas "ovitraps" expalhadas pelo aeroporto tinham algum Artrópode, felizmente não tinham nada. Esta visita ao aeroporto, foi no âmbito do Programa de Prevenção de Doenças Transmitidas por Artrópodes.
   Quarta-feira continuei em Faro e introduzi no computador os dados relativos ao Programa de Prevenção da Doença dos Legionários em Empreendimentos Turísticos.
   Quinta-feira fui para Albufeira continuar a Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino (para saber mais sobre o Programa, consultar aqui).
   Por fim, a sexta-feira. Na sexta fiquei no Centro de Saúde de Olhão a introduzir os dados relativos à Avaliação das Condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino na base de dados da DGS, bem como a efetuar os relatórios relativos à Avaliação, que são enviados posteriormente para o Agrupamento de Escolas de Albufeira e para a Câmara Municipal de Albufeira.
   Mais uma semana de estágio decorreu e passou-se o primeiro mês de estágio. O primeiro mês passou rápido. No primeiro dia de estágio estava completamente nervosa, mas um mês depois já não sinto tanto nervosismo, já estou habituada à Saúde Ambiental em Centro de Saúde. Sinto-me completamente integrada no Centro de Saúde de Olhão e não tenho qualquer ponto negativo a apontar à minha orientadora de estágio. Estou a adorar esta experiência. Em termos pessoais tem sido fantástico, tenho conhecido novas pessoas, novos sítios, novas áreas da S.A. Estou a adorar.
   Espero que o próximo mês passe devagarinhoooo...

   Ficam algumas imagens que marcaram esta semana: 






 A realizar a colheita de alimentos
No Centro de Saúde de Faro, a trabalhar com o meu colega Miguel Parreira
No Centro de Saúde de Faro, a trabalhar em conjunto com o meu colega Miguel Parreira e com a TSA Carmelo Colmenarez


A medir o cloro, durante a Avaliação de Risco em Empreendimentos Turísticos


No aeroporto


Na praia de Faro, após um almoço entre orientadoras de estágio e estagiários: Miguel Palma; Rosário Jorge; Carmen Vieira; Raquel Adriano



Bom fim-de-semana!