sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Resíduos - Parte III - Resíduos Hospitalares

   Mais uma vez vou abordar o tema Resíduos, mas desta vez, os Resíduos que vou abordar, são os Resíduos Hospitalares, visto que estou a estagiar numa unidade de saúde, acho pertinente dar a conhecer o que são, o que se faz com eles, programas existentes...
   Para começar, o que são Resíduos Hospitalares? estes resíduos são aqueles "resultantes de
atividades de prestação de cuidados de saúde a seres humanos ou a animais, nas áreas da prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação ou investigação e ensino, bem como de outras atividades envolvendo procedimentos invasivos, tais como acupuntura, piercings e tatuagens
" (D.L 73/2011).
   De acordo com o Despacho nº242/96, os resíduos hospitalares dividem-se em resíduos não perigosos: os do grupo I e do grupo II e resíduos perigosos Os dos grupo III e do grupo IV, conforme a seguinte definição:
  • Grupo I -resíduos equiparados a urbanos -são aqueles que não apresentam exigências especiais no seu tratamento.
    • Incluem-se neste grupo:  Resíduos provenientes de serviços gerais (como de gabinetes,
      salas de reunião, salas de convívio, instalações sanitárias, vestiários, etc.); Resíduos provenientes de serviços de apoio (como oficinas,jardins, armazéns e outros);  Embalagens e invólucros comuns (como papel, cartão. mangas mistas e outros de idêntica natureza); Resíduos provenientes da hotelaria resultantes da confecção e restos de alimentos servidos a doentes não incluídos no grupo III.
  • Grupo II - resíduos hospitalares não perigosos - são aqueles que não estão sujeitos a tratamentos específicos, podendo ser equiparados a urbanos. Incluem-se neste grupo:
    •  Material ortopédico: talas, gessos e ligaduras gessadas não
      contaminados e sem vestígios de sangue; Fraldas e resguardos descartáveis não contaminados e sem vestígios de sangue; Material de proteção individual utilizado nos serviços gerais e de apoio, com exceção do utilizado na recolha de resíduos; Embalagens vazias de medicamentos ou de outros produtos de uso clínico e ou comum, com exceção dos incluídos no grupo III e no grupo IV; Frascos de soros não contaminados, com exceção dos do grupo IV.
  • Grupo III- resíduos hospitalares de risco biológico -são resíduos contaminados ou suspeitos de contaminação, susceptíveis de incineração ou de outro pré-tratamento eficaz, permitindo posterior
    eliminação como resíduo urbano. Inserem-se neste grupo:
    •  Todos os resíduos provenientes de quartos ou enfermarias de doentes infecciosos ou suspeitos, de unidades de hemodiálise, de blocos operatórios, de salas de tratamento, de salas de autópsia e de anatomia patológica, de patologia clínica e de laboratórios de investigação, com exceção dos do grupo IV;  Todo o material utilizado em diálise; Peças anatômicas não identificáveis; Resíduos que resultam da administração de sangue e derivados; Sistemas utilizados na administração de soros e medicamentos. com exceção dos do grupo IV; Sacos coletores de fluidos orgânicos e respectivos sistemas;  Material ortopédico: talas, gessos e ligaduras gessadas contaminados ou com vestígios de sangue; material de prótese retirado a doentes; Fraldas e resguardos descartáveis contaminados ou com vestígios de sangue; Material de proteção individual utilizado em cuidados de saúde e serviços de apoio geral em que haja contato com produtos contaminados (como luvas, máscaras, aventais e outros).
  • Grupo IV - resíduos hospitalares específicos -são resíduos de vários tipos de incineração obrigatória. Integram-se neste grupo:
    •  Peças anatómicas identificáveis, fetos e placentas (até publicação de legislação específica(;  Cadáveres de animais de experiência laboratorial;  Materiais cortantes e perfurantes: agulhas, catéteres e todo o material invasivo;  Produtos químicos e fármacos rejeitados, quando não sujeito a legislação especifica; Citostáticos e todo o material utilizado na sua manipulação
      e administração.
   - Fonte:  Despacho 242/96, do Ministério da Saúde

   Após dar a conhecer a divisão por grupos, dos diversos Resíduos Hospitalares, dou a conhecer um resumo em forma de imagem dos tipos de tratamentos que estes sofrem:


Tipos de Resíduos e tipo de tratamento

   Mas antes, os resíduos tem que ser depositados/separados, armazenados  na fonte e depois é que são enviados para as entidades que fazem o tratamento.
     Os resíduos dos grupos I e II tem que ser depositados em recipientes de cor preta;
     Os resíduos do grupo III em recipientes de cor branca, com indicativo de risco biológico;
   Os resíduos do grupo IV em recipientes de cor vermelha com exceção dos materiais cortantes e perfurantes que devem ser acondicionados em recipientes, contentores, imperfuráveis.
    Esta separação dos resíduos por cores, acontece porque assim permite uma fácil identificação dos tipos de resíduos e permite uma melhor informação de quais os que são perigosos para a saúde humana ou não.
     Os contentores utilizados para a armazenagem e seu transporte, devem permitir um fácil manuseamento, nomeadamente os utilizados para os resíduos do grupo III e IV.
      As condições de armazenamento também devem cumprir determinadas regras, nomeadamente:
  • "Cada unidade de saúde deve ter um local de armazenamento específico para os resíduos dos grupos I e II, separado dos resíduos dos grupos III e IV. que deverão estar devidamente sinalizados.
  • O local de armazenamento deve ser dimensionado em função da periodicidade de recolha e ou da eliminação, devendo a sua capacidade mínima corresponder a três dias de produção. Caso seja ultrapassado o prazo referido no número anterior e até um máximo de sete dias, deverá ter condições de refrigeração.
  • O local de armazenamento terá as condições estruturais e funcionais adequadas a acesso e limpeza fáceis.
  • Sempre que se justifique, deverá existir um plano específico de emergência." (Despacho 242/96 de 5 de Julho)
    Por fim, a última fase é o transporte para as unidades que fazem o tratamento especifico de cada grupo (para saberem mais sobre os tipos de tratamento/vantagens e desvantagens, aqui - pág 47).

    No ano de 1999 criou-se em Portugal o "Plano Estratégico dos Resíduos Hospitalares 1999-2005", o primeiro na área dos resíduos hospitalares, que foi aprovado no mesmo ano, através do Despacho Conjunto n.º 761/99, de 31 de agosto.
   "O PERH 1999-2005, da responsabilidade dos Ministérios da Saúde e do Ambiente, veio estabelecer o enquadramento estratégico para o período entre 1999 e 2005, com objetivos a alcançar para os anos de 2000 e 2005.
   Finda a sua vigência, e mantendo-se a necessidade de assegurar uma gestão adequada deste tipo de resíduos, pelos riscos potenciais associados e perigosidade intrínseca, para a saúde e para o ambiente, o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, através da Agência Portuguesa do Ambiente, o Ministério da Saúde, através da Direcção-Geral da Saúde, e o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, através da Direcção-Geral de Veterinária, procederam à revisão do PERH 1999-2005, à luz do novo quadro legislativo, da evolução tecnológica e de um conhecimento atualizado, para o período de 2010-2016, alargando a sua abrangência à vertente da saúde animal.



   Após dar a conhecer um pouco sobre este vasto tema, vou referir um pouco o que penso deste.

   Resíduos Hospitalares é um tema que só fiquei a conhecer há quase quatro anos atrás, quando iniciei a minha licenciatura. Não sabia o que se fazia, que existia um Programa de Gestão de Resíduos Hospitalares, que tipos de grupos havia e muito menos, quais os tratamentos que cada grupo sofria.
   Logo no primeiro ano de licenciatura, tive que realizar um trabalho sobre este tema e confesso que desde o inicio fiquei interessada em saber mais sobre este tema e tenho tido desde aí um carinho especial pelos Resíduos Hospitalares, pois são Resíduos em que existe muita informação, mas ainda assim, a informação que existe é pouca e como tal, estão constantemente a realizar estudos sobre o tema.
   A saúde e o ambiente são os que são mais afetados, se a Gestão dos Resíduos Hospitalares não for efetuada da melhor forma. Em termos de saúde, os trabalhadores que lidam diariamente com este tipo de resíduos são os que correm mais risco, como tal, é necessário investir cada vez mais na formação destes profissionais, para perceberem de melhor forma os riscos que correm e quais os equipamentos de proteção individual a utilizar.
   Quanto ao ambiente, se os resíduos não forem colocados nos sítios corretos, podem ocorrer casos que acabam por prejudicar o ambiente e paralelamente, a saúde humana. Deixo uma noticia de um caso que ocorreu, em que seringas e pensos de origem desconhecida apareceram a boiar no mar da praia do Carneiro, no Porto, junto à foz do Douro:

 -  "Lixo hospitalar encontrado no mar da praia do Carneiro
    Publicado a 09 JUL 13 às 21:17

    Os banhos nesta praia do Porto foram interditados durante duas horas para que o lixo fosse retirado, mas também para que as autoridades pudessem perceber o que se passou.

Lixo hospitalar, seringas e pensos de origem desconhecida apareceram, esta terça-feira à tarde, a boiar no mar da praia do Carneiro, no Porto, junto à foz do Douro.
   «Rapidamente, o nadador-salvador interditou a utilização da praia pelos banhistas e a Polícia Marítima dirigiu-se para o local e recolheu algumas provas», explicou Raul Risso, da Polícia Marítima.
   Com a bandeira vermelha colocada de imediato no local, os agentes retiraram tudo o material que encontraram na água, mas admitem que algum lixo acabou por ser levado pelas ondas.
   Em declarações à TSF, este elemento da Polícia Marítima explicou que na base da interdição da praia durante duas horas esteve uma questão de precaução, até porque o material encontrado não era muito.
   «Resolvemos interditar a praia, colocar a bandeira vermelha e não deixar os banhistas irem a banhos para podermos observar e entender o que se estava a passar», concluiu." (Fonte- TSF).

   Para ver vídeo sobre a noticia, aqui

   Para concluir, deixo um vídeo que faz um pequeno apanhado do que são Resíduos Hospitalares e ainda algumas fotografias que tirei à zona de armazenagem dos Resíduos Hospitalares do Centro de Saúde de Olhão:




Vista exterior da zona de armazenagem, com identificação de risco biológico
 

Equipamentos de Proteção Individual obrigatórios

Vista interior da zona de armazenagem dos Resíduos Hospitalares

Contentores de armazenamento de Resíduos Hospitalares - Grupo III e IV


Recipiente para perfurantes







quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Resíduos - Parte II

   Como referi na publicação anterior (Resíduos? STOP), o tema Resíduos é muito vasto e muito há ainda a fazer. Hoje vou continuar neste tema, mas vou dar a conhecer o que se faz no Centro de Saúde de Olhão em termos de Resíduos toners e tinteiros, quais os procedimentos e destino final, visto que esta semana tive a realizar a pesagem e a entrega dos mesmos.
 Toners e tinteiros gastos são resíduos que, pela sua composição, têm efeitos nocivos para o ambiente e para a saúde pública. Como tal, têm de ser corretamente encaminhados para reciclagem e é isto que se faz no CSOlhão, encaminhamento dos resíduos para a reciclagem.
   No CSOlhão, a responsável pelo encaminhamento destes resíduos é a TSA que faz a recolha dos resíduos, a pesagem dos mesmos e depois entrega ao motorista do CSOlhão para que este os entregue na ALGAR, a qual tem contrato com o ACES Central.
   A TSA é ainda o elo de ligação com o Departamento de Saúde Pública do ACES Central, pois é este Departamento que depois insere os dados/estatísticas  no SIRAPA (Sistema Integrado de Registo da Agência Portuguesa do Ambiente) relativo aos resíduos produzidos em cada Centro de Saúde. O Centro de Saúde sendo um produtor de resíduos, tem que estar inscrito no SIRAPA e até dia 15 de Fevereiro de cada ano civil, os dados relativos aos resíduos produzidos em cada ACES/ Centros de Saúde, tem que dar entrada no SIRAPA.
   Como referi no inicio da publicação, esta semana tive a oportunidade de ficar a par do que se faz em termos de Toners e tinteiros gastos no CS. É o seguinte:
  • Em primeiro lugar, recolhe-se todos os toners e tinteiros do CSOlhão e extensões do mesmo;
  • Segue-se a pesagem dos toners e tinteiros;
  • Preenche-se a Guia de Acompanhamento - Modelo A (a utilização do modelo A da guia de acompanhamento deve ser feita em triplicado);
  • Transporte rodoviário dos resíduos - este apenas pode ser realizado por:
    a) O produtor de resíduos;
    b) O eliminador ou valorizador de resíduos, licenciado nos termos da legislação aplicável;
    c) As entidades responsáveis pela gestão de resíduos perigosos hospitalares, autorizadas nos termos
    da portaria prevista no n.o 2 do artigo 11.o do Decreto-Lei n.o 310/95, de 20 de Novembro;
    d) As entidades responsáveis pela gestão de resíduos urbanos, referidas na alínea a) do artigo 5.o do Decreto-Lei n.o 310/95, de 20 de Novembro;
    e) As empresas licenciadas para o transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrem, nos termos do Decreto-lei n.o 366/90, de 24 de Novembro. (Fonte - Portaria n.o 335/97 de 16 de Maio);
  • Entrada dos Resíduos na ALGAR (destinatário)
  • Pesagem do Resíduos na ALGAR -  (o destinatário dos resíduos deve, após recepção dos resíduos:
    i) Efetuar o preenchimento dos dois exemplares da Guia de Acompanhamento na posse do transportador e reter o seu exemplar da guia de acompanhamento para os seus arquivos;
    ii) Fornecer ao produtor ou detentor, no prazo de 30 dias, uma cópia do seu exemplar;
  • Reciclagem dos toners e tinteiros.


   Ficam algumas imagens a ilustrar o que referi anteriormente:

Toners e tinteiros recolhidos

Pesagem dos toners e tinteiros

Pesagem


Guia de Acompanhamento - Modelo A


Pesagem do transporte à entrada


Pesagem à saída






Resíduos? STOP!


 
 Campanha da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) - STOP aos Resíduos

    Mais uma publicação que deixo aqui neste magnifico blog, que tem como objetivos informar e ensinar os leitores sobre diversos temas. O tema que vos trago hoje é sobre Resíduos e assim quero dar a conhecer aos meus leitores um pouco daquilo que se faz em termos de Resíduos e de Programa de Gestão de Resíduos, o que são Resíduos, o que se faz com eles, medidas para os reduzir...
   Em primeiro lugar, o que são resíduos?  O D.L nº 73/2011, de 17 de junho define resíduos como "quaisquer substâncias ou objetos de que o detentor se desfaz ou tem a intenção ou a obrigação de se desfazer". Neste D.L aborda-se ainda a política e a legislação em matéria de resíduos e o mesmo refere que "a política e a legislação em matéria de resíduos devem respeitar a seguinte ordem de prioridades no que se refere às opções de prevenção e gestão de resíduos:
a) Prevenção e redução;
b) Preparação para a reutilização;
c) Reciclagem;
d) Outros tipos de valorização;
e) Eliminação
" 

   O campo que vou abordar diz respeito à prevenção e gestão de resíduos.

   Para além do D.L referido anteriormente, existe a Agência Portuguesa do Ambiente que tem como Visão: "Contribuir para o desenvolvimento sustentável de Portugal, assente em elevados padrões de proteção e valorização dos sistemas ambientais e de abordagens integradas das políticas públicas", assim, a APA dedica-se ao Planeamento em Resíduos e é a Autoridade Nacional em termos de Resíduos. Do Planeamento em Resíduos, há que destacar o Plano Estratégico dos Resíduos Hospitalares (PERH); O Plano Estratégico dos Resíduos Industriais (PESGRI) e o Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos 2007-2016 (PERSU II).
   E porquê a importância da Gestão em Resíduos?  Porque "a intensificação das atividades econômicas e as suas consequências que têm vindo a verificar-se ao longo de décadas, contribuem hoje para que o esgotamento dos recursos naturais e da capacidade natural para absorção e processamento dos resíduos e efluentes sejam questões prementes e presentes, quer ao mais alto nível da decisão política, quer da sociedade em geral. Neste contexto, as políticas de ambiente têm vindo a ganhar relevância nas últimas décadas, sendo hoje em dia indissociáveis de um desenvolvimento social e econômico equilibrado". Ou seja, as atividades econômicas têm vindo cada vez mais a produzir resíduos, como tal, é necessário gerir este aumento de resíduos da melhor maneira, de modo a não colocar em causa a saúde da população e a diminuição dos recursos naturais, sendo os principais objetivos da gestão de resíduos, a preservação dos recursos naturais e a minimização dos impactes negativos sobre a saúde pública e o ambiente. Como tal, "para a prossecução destes objetivos importa incentivar a redução da produção dos resíduos e a sua reutilização e reciclagem por fileiras. Em grande medida, tal passa pela promoção da identificação, concepção e adoção de produtos e tecnologias mais limpas e de materiais recicláveis. Face ao papel que desempenham na gestão de resíduos, importa promover ações de sensibilização e divulgação em matéria de resíduos destinadas às entidades públicas e privadas.
   Em termos de diminuição de Resíduos, Nós  enquanto sociedade evoluída, temos que diminuir os resíduos produzidos nas nossas casas, no trabalho, em passeio..., como tal, deixo algumas ideias para prevenir a produção de resíduos no nosso dia-a-dia: 
  • Usar sacos reutilizáveis;
  •  Colocar um autocolante “PUBLICIDADE AQUI NÃO” na caixa de correio;
  • Evitar o desperdício alimentar;
  •  Comprar a granel ou em formatos grandes;
  • Comprar recargas ecológicas;
  • Beber preferencialmente água da torneira;
  •  Limitar as impressões, e utilizar sempre a opção frente e verso;
  •  Fazer compostagem;
  •  Utilizar pilhas recarregáveis;
  •  Dar a roupa que já não é usada;
  •  Pedir emprestado ou alugar as ferramentas e outros materiais/bens;
  • Mandar consertar os aparelhos elétricos, assim como outros bens passíveis de arranjo.

     A Agência Portuguesa do Ambiente sendo uma entidade muito dinâmica e ao querer fazer STOP aos resíduos, realiza várias campanhas de publicidade e de sensibilização para que a sua mensagem e objetivos cheguem a um maior número de pessoas e que estás tomem consciência para a problemática dos resíduos. Como exemplo do referido,deixo mais um vídeo de uma campanha realizada pela mesma:

Campanha STOP Resíduos
  Para quem não está ainda esclarecido suficientemente sobre os Resíduos, deixo algumas Perguntas/Respostas frequentes deixadas por leitores da Agência Portuguesa do Ambiente:
  1. De quem é a responsabilidade pela gestão dos resíduos e obrigações conexas?
    1. A responsabilidade pela gestão dos resíduos e obrigações conexas é do produtor dos resíduos.
      2. Quais são as operações de gestão de resíduos sujeitas a licenciamento?
                 2. As operações de gestão de resíduos sujeitas a licenciamento compreendem:
      • a armazenagem, triagem, tratamento valorização e eliminação de resíduos, conforme o Regime Geral da Gestão de Resíduos (RGGR).
      • as operações de descontaminação de solos e de valorização agrícola de resíduos, sem o prejuízo na legislação especial;
      As  operações de gestão de resíduos que se desenvolvam em instalações móveis, definindo o ato de licenciamento os tipos e locais em que o seu desenvolvimento é permitido, de acordo com o tipo de resíduos e as operações de gestão em causa.
    Não exigem licenciamento, as operações de recolha, transporte e armazenagem de resíduos que sejam efetuadas no próprio local de produção (por período não superior a uma ano) e as de valorização energética de biomassa.

      3. Quais são os documentos que devem acompanhar o transporte de resíduos em território nacional?
            3. O transporte de resíduos, regra geral, deve ser acompanhado da respectiva guia de acompanhamento de resíduos, modelo  n.º 1428 da  Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) (guia de acompanhamento de resíduos em geral) ou modelo n.º 1429 INCM(guia de acompanhamento de resíduos hospitalares dos Grupo III e IV, segundo o Despacho do Ministério de Saúde n.º 242/96, de 13 de Agosto).

     4. Como preencher a guia de acompanhamento de resíduos - Modelo A (Guia de acompanhamento de resíduos em geral)?
           4. A guia de acompanhamento de resíduos ( GAR),  impresso exclusivo da INCM n.º 1428. Deve ser preenchida em triplicado e observar procedimentos específicos, no que respeita ao produtor ou detentor, ao transporte e ao destinatário.
a) O produtor ou detentor deve:
i) Preencher convenientemente o campo 1 dos três exemplares da guia de acompanhamento;
ii) Verificar o preenchimento pelo transportador dos três exemplares da guia de acompanhamento;
iii) Reter um dos exemplares da guia de acompanhamento.
b) O transportador deve:
i) Fazer acompanhar os resíduos dos dois exemplares da guia de acompanhamento na sua posse;
ii) Após entrega dos resíduos, obter do destinatário o preenchimento dos dois exemplares na sua posse;
iii) Reter o seu exemplar, para os seus arquivos, e fornecer ao destinatário dos resíduos o exemplar restante;
c) O destinatário dos resíduos deve, após recepção dos resíduos:
i) Efetuar o preenchimento dos dois exemplares na posse do transportador e reter o seu
exemplar da guia de acompanhamento para os seus arquivos;
                ii) Fornecer ao produtor ou detentor, no prazo de 30 dias, uma cópia do seu exemplar;
    O produtor ou detentor, o transportador e o destinatário dos resíduos devem manter em arquivo os seus exemplares da guia de acompanhamento por um período de cinco anos
    
   Após dar a conhecer algumas medidas de como prevenir a ocorrência de resíduos e de responder a algumas perguntas frequentes sobre os resíduos, vou entrar noutro campo que é muito importante: A Reciclagem! E o que é a Reciclagem? Segundo a DIRECTIVA 2008/98/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 19 de Novembro de 2008 relativa aos resíduos e que revoga certas diretivas, define Reciclagem como sendo "qualquer operação de valorização através da qual os materiais constituintes dos resíduos são novamente transformados em produtos, materiais ou substâncias para o seu fim original ou para outros fins. Inclui o reprocessamento de materiais orgânicos, mas não inclui a valorização energética nem o reprocessamento em materiais que devam ser utilizados como combustível ou em operações de enchimento".

   Mas afinal o que se deve fazer para Reciclar? É muito simples... :
  • Primeiramente deve separar tampas e rolhas, pois, na maioria dos casos, são feitas de materiais diferentes das embalagens que vedam; 
  •  Escorra o conteúdo das embalagens que vai reciclar e, para evitar maus cheiros, passe-as por água (frascos ou garrafas de iogurte, por exemplo); 
  •  Para poupar espaço, em casa e mesmo no ecoponto, espalme as embalagens que vai reciclar (caixas, embalagens de cartão para bebidas como leite ou sumos, garrafas e garrafões de plástico) sempre que possível; 
  •  Embora práticos, os contentores específicos para separar resíduos em casa não são imprescindíveis para começar a reciclar. Os sacos de plástico usados servem perfeitamente. Depois de os utilizar, deposite-os no contentor amarelo do ecoponto;
    De seguida segue-se a deposição dos resíduos nos sítios corretos, nomeadamente nos ecopontos e o que são ecopontos? "Ecopontos são um conjunto de três contentores de cores diferentes, destinados a receber separadamente diversos materiais que podem ser reciclados e valorizados".
  • Ecoponto azul - Pode reciclar caixas de cartão liso e canelado, sacos e papel de embalagens de embrulho, jornais, revistas e papel de escrita.  - Deve separar e colocar no lixo indiferenciado lenços de papel, guardanapos, loiça de papel, fraldas, toalhetes e, por exemplo, pacotes de batatas fritas;
  • Ecoponto amarelo -  pode colocar para reciclar embalagens de plástico, de aço e alumínio e embalagens de cartão para líquidos alimentares.  - Deve separar e colocar no lixo indiferenciado embalagens de plástico que tenham contido gorduras, como manteiga, óleo ou cosmética gordurosa. Também não deposite neste contentor para reciclar embalagens de plástico que tenham contido produtos tóxicos ou perigosos, como combustíveis e pesticidas;
  • Ecoponto verde - Nele pode depositar para reciclar garrafas de vinho, refrigerantes ou cerveja, boiões e frascos. Não deve reciclar no vidrão objetos em cerâmica, porcelana ou cristal, materiais de construção nem vidros especiais como lâmpadas, pirex ou espelhos.  
   
Ecopontos


  Depois de colocarmos os resíduos nos sítios certos, estes são recolhidos e são encaminhados às indústrias recicladoras, que os recebe e os transforma em novos produtos! 


  Reciclar está na moda e é daquelas modas que veio ficar para sempre, por isso não fique para trás e adira à reciclagem! Para demonstrar que a reciclagem está na moda e que cada vez mais é possível realizar novas coisas com os produtos reciclados, deixo-vos um pequeno filme que é muito interessante e que nos permite ficar a pensar que é da nossa obrigação dar "vida ao velho", pois com o "velho" cria-se muitas coisas e o vídeo que se segue é um bom exemplo disso em que a partir do plástico reciclado, construiu-se casas.





   Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma! - Lavoisier



Sites que contribuíram para a realização desta publicação: 

sábado, 16 de novembro de 2013

Resumo da VII Semana de Estágio



   Mais uma semana passou e chegou o momento de dar a conhecer a todos os meus seguidores, o resumo do que fiz nesta semana e o que aprendi nesta magnífica aventura que é aprender com a Saúde Ambiental em Olhão.
   Esta semana tive o privilégio de ficar a conhecer em pormenor o Departamento de Saúde Pública e Planeamento da ARS Algarve que se localiza na cidade de Faro. Para além de ficar a conhecer o Departamento tive ainda o privilégio de ficar a conhecer outras profissionais de Saúde Ambiental que trabalham no local.
   Nesta visita fiquei a conhecer alguns programas que estão a ser desenvolvidos pelo Departamento, nomeadamente os programas de Saúde Ambiental, que têm como objetivo contribuir para a redução da exposição a fatores de risco para a Saúde associados ao Ambiente, através de metodologias técnico-científicas estruturadas, baseadas na Epidemiologia Ambiental, e apoiadas nos poderes conferidos pela Lei à Autoridade de Saúde.
   Para além do referido anteriormente, fiquei ainda a par do que se está a fazer em relação ao REVIVE no Algarve e fiquei também a conhecer o Modulo Frio, que fala de algumas medidas a praticar no Inverno (ver aqui publicação referente ao Frio).
   Para aqueles que conhecem como funcionam alguns programas referidos anteriormente e que conhecem a ARS Algarve, está publicação poderá não ter tanto interesse como as anteriores, mas para mim enquanto estagiaria, interessa-me ficar a conhecer melhor os diversos Departamentos que existem e principalmente, conhecer mais colegas que trabalham em Saúde Ambiental, isto porque ainda sou “pequenina” em Saúde Ambiental, como tal, interesso-me por tudo o que se relacione com a Saúde Ambiental.
   Desta semana que passou, destaco ainda uma vistoria que efetuei em Albufeira a um Parque Oceanográfico de Entretenimento Educativo. Esta vistoria teve como objetivo verificar o recinto das boxes das Aves do Parque Oceanográfico. E perguntam vocês o porquê de a Saúde Pública ter participado nesta vistoria? Porque neste espaço, para além das boxes das Aves, foi criado uma copa (preparação dos alimentos para as aves), uma zona de armazenamento de alimento congelado, uma instalação sanitária e ainda um gabinete para o treinador. Como foram criadas estas zonas, cabe ao TSA ver: 
  • Zonas exteriores próximas das instalações;
  • Edifícios, tectos, pavimentos, paredes, portas e janelas;
  • Ventiladores, tubagens, depósitos de água e esgotos;
  • Iluminação, proteção das lâmpadas e electrocutor de insetos;
  • Instalações sanitárias e vestiários;
  • Zona de armazenagem e instalações frigoríficas;
  • Zona de lavagem das mãos;
  • Resíduos;
  • Existência de meios de prevenção de incêndios.
   Após a vistoria, chegou-se à conclusão que o local tinha as condições necessárias para funcionar.
   Desta semana outras coisas fiz, mas o referido anteriormente é o que merece maior destaque.
   Este estágio, para além de permitir aprender com a Saúde Ambiental, permite ainda outras coisas que também considero importantes, tais como, conhecer mais pessoas que trabalham em Saúde Ambiental, bem como outros profissionais de outras áreas, ir a sítios que antes nunca tinha ido e com este estágio tive a possibilidade de ficar a conhecer e conhecer áreas que o público em geral não tem acesso, mas disto tudo, destaco as diversas pessoas que tenho conhecido de diferentes grupos profissionais e classes sociais.
   Um estágio na nossa área de formação é sempre importante, pois só assim compreendemos a importância da nossa formação e qual o nosso papel na sociedade.
Sinceramente, estou a gostar muito deste momento da minha vida. 

   Ficam algumas imagens que marcaram a semana:




Identificação da Zona de Armazenamento de Congelados


Identificação da Zona de Sala de Treinadores


Identificação da Zona de Preparação de Alimento


Identificação de Zona com Extintor para Prevenção de Incêndios


Interior da Sala de Treinadores


Junto a uma das aves


Marabu


Águia


Águia de Cabeça Branca (mascote do Benfica)


Junto à boxe das araras


No final da vistoria: Uma fotografia com o colega Miguel Parreira



   Bom fim de semana a todos! 


   Fonte - Portal da Saúde Pública - Higiene Alimentar - Código de Boas Práticas