segunda-feira, 7 de abril de 2014

E assim se passou um mês de estágio...



   Olá a todos.
   O tema que vos trago hoje é sobre o meu primeiro mês de estágio, ou seja, vou dar a conhecer num pequeno resumo o que foi este primeiro mês que passou num abrir e fechar de olhos e não tarda nada está no fim.
   O meu estágio no Tivoli Marina deVilamoura iniciou-se a 24 de Fevereiro, dia do meu aniversário, como tal, recebi várias felicitações. Foi um bom dia para começar um estágio.
  Neste primeiro dia, foi me dado a conhecer os cantos da “casa”,o código de conduta do hotel, alguns funcionários e depois disto fui para o gabinete juntamente com um dos meus orientadores de estágio que deu a conhecer qual iria ser o meu plano de estágio ao longo dos três meses. O plano de estágio tem como objetivo geral conhecer as responsabilidades da função do Técnico de Qualidade, Ambiente e Segurança (QAS) no que respeita a promover uma cultura de melhoria continua na organização. Difundir procedimentos organizacionais e boas práticas, zelando pela sua implementação. Como objetivos específicos o plano divide-se em 5: Familiarizar-me com a função TQAS; Apoiar o trabalho do TQAS; Conhecer práticas de segurança alimentar aplicáveis à restauração coletiva; Executar a obrigação legal de verificação de medição associadas à Segurança Alimentar e Conhecer e apoiar as atividades de Segurança e Saúde no Trabalho, mais propriamente: elaborar a matriz de avaliação de perigos e riscos da exposição a agentes químicos; elaborar/atualizar fichas de segurança e distribuir nos locais necessários. O levantamento e atualização das fichas de segurança tem como objetivo maior que é a avaliação do risco de exposição a agentes químicos por parte dos colaboradores.

   Logo no primeiro dia comecei a trabalhar. Não há tempo a perder e após a explicação de como elaborar fichas de produto, elaborei algumas.

   Neste primeiro mês muito fiz e aprendi. Fiz o levantamento de todos os produtos químicos existentes no hotel, solicitei as fichas técnicas e fichas de segurança aos fornecedores dos produtos  químicos, elaborei/atualizei já umas dezenas de fichas de produto e afixei nas respectivas zonas a que pertencem (economato; copa;restaurante; bar...). Pode pensar que não é interessante fazer este levantamento e elaboração de fichas de produto, mas estão enganados. Eu mesmo quando iniciei o levantamento dos produtos utilizados em cada seção fiquei com a sensação que iria ser “secante” e desmotivador, mas não. Tenho gostado imenso de fazer este levantamento, permite me entrar em contacto com todas as áreas do hotel, com praticamente  todas as pessoas que trabalham em cada área e conhecê-las, mas acima de tudo, permite informar quem utiliza estes produtos químicos, a utilizá-los de uma maneira mais segura e sem comprometer a saúde de quem os manuseia e daqueles que os rodeiam. É essencialmente o papel do TSA, informar, sensibilizar e é isto que tenho estado a fazer com este levantamento de produtos e dados.

   Nem só de produtos químicos tem sido este estágio, outras matérias aprendi. Tive a oportunidade de estar presente numa formação de HACCP o que permitiu que relembrasse algumas matérias que já estavam um pouco esquecidas. Participei na calibração de termômetros no hotel e participei ainda numa auditoria F&B.

   Confesso que gostei muito deste primeiro mês de estágio. Tenho aprendido, apesar de às vezes ter certo sentimento de que devia aprender ainda mais, entrar em contato com outras áreas, mas acima de tudo, destaco as pessoas que tenho conhecido e que tudo tem feito para que me sinta em casa.

   Espero que os próximos dois meses corram ainda melhor que este primeiro.

   Para terminar, deixo-vos com algumas imagens deste primeiro mês de estágio:


 

Gabinete de Qualidade/Ambiente & Segurança


Atualização da base de dados dos Produtos Químicos do hotel



Elaboração das Fichas de Produto
Plastificação das Fichas de Produto

Ficha de Produto

Verificação de Termômetros
 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Novo Sistema de Classificação e Rotulagem para os produtos químicos perigosos

   Olá a todos,
   a publicação que vos trago hoje é a continuação do tema que falei anteriormente "Que Produtos Químicos são motivo de preocupação". Nessa publicação dei a conhecer os novos pictogramas CRE e na publicação atual vou abordar um pouco mais este tema dando a conhecer em pormenor (em forma de imagem), o que significa cada pictograma e ainda quais são as  recomendações de prudência para cada pictograma.






   O primeiro vídeo é este:

 
                              


   Nos próximos dias dou a conhecer os restantes vídeos.

Fontes:
  • GERISCO - Gabinete de Estudos e Gestão de Riscos, Lda - Novo Sistema de Classificação e Rotulagem para os Produtos Químicos Perigosos -  folheto informativo. ;
  • Napo.www.napofilm.net



Que Produtos Quimicos são motivo de preocupação ...

   Qualquer substância Química que pode causar danos é tida como perigosa. Determinados produtos químicos podem causar diferentes tipos de danos, que vão desde a irritação da pele ao aparecimento de cancro. Para além da saúde humana, podem também  ter impacto no meio ambiente, incluindo o ar, água, terra, o que prejudica negativamente as plantas, animais e por fim o Homem.
   Para que não ocorram danos provenientes dos produtos químicos, estes tem que ser manuseados de forma adequada, para que a exposição possa ser reduzida a um nível aceitável.
   Existe uma grande variedade de regulamentação que se aplica aos produtos químicos perigosos, por exemplo, há restrições sobre o fornecimento de determinadas substâncias aos consumidores. As substâncias químicas que suscitam maiores preocupações são aquelas que são classificadas como sendo possíveis causadoras de doenças cancerígenas, mutagénicas ou tóxicas para a reprodução humana, bem como as substâncias com características persistentes e bio-acumulativas.
   Todas as empresas que produzem substâncias que sejam consideradas como cancerígenas, mutagénicas ou tóxicas para a reprodução humana tem obrigações legais que tem que cumprir. Estas empresas são obrigadas a informar os beneficiários dos artigos sobre a presença e determinada classificação e como utilizar em segurança os produtos.
   Para ajudar as pessoas a saberem com que tipo de produto químico estão a manusear e quais os perigos que correm, foi criado o regulamento CRE - Classificação, Rotulagem e Embalagem de produtos químicos. O Regulamento CRE (Regulamento (CE) nº 1272/2008) harmoniza a anterior legislação da UE com o GHS (Sistema Mundial Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos), um sistema das Nações Unidas destinado a identificar produtos químicos  perigosos e a informar os utilizadores sobre os perigos inerentes e assim, surgiu os pictogramas CRE. Um pictograma de perigo é uma imagem que inclui um símbolo de aviso e cores especificas destinadas a fornecer informação sobre os danos de uma substância ou mistura. Antes do novo regulamento CLP, existiam outros pictogramas, mas os novos tem nova caracterização. São em forma de diamante e tem o fundo branco. Desde 1º de Dezembro de 2010 que as novas substâncias tem sido rotuladas de acordo com a nova legislação, mas os antigos pictogramas ainda podem circular no mercado até ao dia 1 de Junho de 2017.
   Como quero que todos aqueles que me seguem neste espaço estejam bem informados, deixo-vos com os antigos pictogramas e os novos, bem como as diferenças entre uns e outros:





   As substâncias químicas entram no nosso organismo por 4 vias de penetração: via respiratória (inalação); via digestiva (ingestão); via mucosas oculares (contacto com os olhos); via cutânea (contacto com a pele). 
Os riscos dependem da concentração das substancias químicas na atmosfera do local de trabalho; da composição das substâncias químicas presentes; da dimensão e da forma. A melhor forma para combater os riscos é utilizar equipamentos de proteção individual caso seja possível, se não for, deve-se criar condições para o coletivo. Obviamente que os empregadores tem obrigações, de modo a que a saúde dos trabalhadores não seja posta em causa. Como obrigações destaco: realizar avaliações dos riscos e atuar em conformidade com os resultados das mesmas; fornecer aos trabalhadores informações sobre os riscos associados às substâncias perigosas e disponibilizar formação sobre a sua utilização em condições de segurança.

   Um das principais formas de combater os riscos que advêm das substancias químicas é seguir os VLE´s e o que são VLE´s? São Valores Limites de Exposição a substancias perigosas e estão publicadas na Norma Portuguesa 1796:2007 (1988;2004) e existem 3 definições. O VLE-MP é a concentração média ponderada para um dia de trabalho de 8 horas e uma semana de 40 horas, à qual se considera que praticamente todos os trabalhadores possam estar expostos, dia após dia, sem efeitos adversos para a saúde. 
   VLE-CD, ou seja, de curta duração,concentração à qual se considera que praticamente todos os trabalhadores possam estar repetidamente expostos por curtos períodos de tempo, desde que o valor VLE-MP não seja excedido e sem que ocorram efeitos adversos.  
   O VLE-CM, de concentração máxima é o que se deve ter mais em atenção pois é a concentração que nunca deve ser excedida durante qualquer período de exposição.
   Considera-se o valor limite da mistura excedido quando a soma dos quocientes da concentração de cada componente da mistura pelo respectivo limite de exposição exceder a unidade.
  E como se determina os VLE´S? Estes são determinados apartir de estudos epidemiológicos; analogia química; experimentação em animais (toxidade aguda e cronica) e por experimentação humana.
   Quanto ao TSA, num ambiente de trabalho que seja necessário ver a perigosidade dos produtos, realiza uma avaliação de risco, avaliação esta que é feita em 4 partes:
  1. Realizar um inventário das substancias utilizadas nos processos de trabalho e das substancias geradas durante o processo;
  2. Recolher informação sobre as substancias, os danos que podem causar e de que forma;
  3. Avaliar o grau de exposição, tipo, intensidade, duração, frequência e a ocorrência da exposição dos trabalhadores, efeitos combinados das substancias perigosas quando utilizadas em conjunto e os riscos inerentes;
  4. Avaliar a gravidade dos riscos, para elaborar o plano de ação, visando a protecção dos trabalhadores. 
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 Fontes: